Regulador chinês promete proteger investidores com acções a atingirem mínimos de cinco anos

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As acções chinesas oscilaram ontem e bateram em mínimos de cinco anos, depois de os reguladores terem procurado tranquilizar os investidores, com a promessa de reprimir a manipulação dos preços e as “vendas a descoberto maliciosas”. O Banco Industrial e Comercial da China ganhou 2,3%, o Banco da China subiu 2,6% e o Banco Agrícola da China subiu 2,2%, mas a maioria das acções registou perdas.

 

As acções chinesas bateram ontem em mínimos de cinco anos, depois de os reguladores terem procurado tranquilizar os investidores, com a promessa de reprimir a manipulação dos preços e as “vendas a descoberto maliciosas”.

As acções cotadas nas praças financeiras de Xangai e de Shenzhen oscilaram entre grandes perdas e pequenos ganhos ao longo do dia. Os mercados definharam devido à forte venda de acções de empresas do sector imobiliário.

Os observadores disseram que há sinais de que as autoridades ordenaram, como é frequentemente o caso, aos grandes investidores institucionais que intensificassem a compra de bancos estatais e outros pesos pesados.

O Banco Industrial e Comercial da China ganhou 2,3%, o Banco da China subiu 2,6% e o Banco Agrícola da China subiu 2,2%. Mas a maioria das acções registou perdas. O índice de Shenzhen perdeu 1,1%, depois de cair até 4,4%. O índice Shanghai Composite caiu 1%, para 2.702,19 pontos.

Foram observadas oscilações maiores no índice CSI 1000, um fundo negociado em bolsa que caiu até 8,7%, antes de recuperar algumas das perdas, para fechar em queda de 6,1%. O CSI 1000 é frequentemente utilizado para acompanhar produtos alavancados, que oferecem grandes ganhos, mas também podem resultar em perdas exageradas.

As empresas chinesas perderam milhares de milhões de dólares de valor de mercado à medida que os investidores se afastaram dos mercados de Hong Kong e do continente em busca de melhores rendimentos.

Para além dos problemas do mercado imobiliário, em que as construtoras se esforçam por restabelecer operações depois de o governo ter reprimido o endividamento excessivo, o abrandamento da economia da China, a segunda maior do mundo, também teve consequências.

Os preços continuaram a cair, apesar das várias medidas de reforço da confiança adoptadas até agora, incluindo a libertação de mais de 1 bilião de yuan (130 mil milhões de dólares) para empréstimos aos promotores imobiliários.

O anúncio da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China, no domingo, parece ter sido concebido para tranquilizar os investidores individuais, que representam mais de metade do volume de transacções.

Entre outras coisas, o regulador disse que a proporção de acções sujeitas a riscos de vendas a descoberto caiu de 10,5% em 2018 para cerca de 3,4% agora. Até agora, essas transações representaram apenas 27,4 milhões de yuans (cerca de 3,2 milhões de euros), uma fração muito pequena do volume de negócios do mercado. Lusa