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      Taxa de inflação em 2024 mantém-se em nível baixo com subida até 2%, diz economista

      A economista do Banco OCBC, Cindy Keung, acredita que a taxa de inflação de Macau vai variar entre 1,6% e 2% este ano, devido ao impacto da deflação no interior da China e à queda moderada do dólar americano. Segundo a analista, o previsto aumento das rendas de habitação será “limitado” e a inflação importada “está controlada”, pelo que o índice de preços no consumidor terá apenas um aumento ligeiro.

       

      Embora o custo de vida evidencie uma tendência de subida em Macau, a taxa de inflação deste ano vai continuar a registar um nível relativamente baixo, estando prevista de se situar entre 1,6% e 2%. As previsões são feitas pela economista Cindy Keung, do banco da Oversea-Chinese Banking Corporation (OCBC).

      “Acredita-se que a diminuição da procura continuará a fazer baixar o índice dos preços geral na China Continental em 2024. Juntamente com o contínuo afastamento da inflação nas principais economias, bem como a queda moderada do dólar americano, prevê-se que a inflação importada em Macau não será significativamente alimentada, portanto, a inflação deve acelerar apenas suavemente ao longo do ano”, observou a economista, num artigo de análise publicado no Jornal Ou Mun.

      Cindy Keung salientou que é “relativamente baixa” a pressão inflacionista global sobre as importações de Macau. Citando os dados estatísticos, a economista apontou que o valor da importação de mercadorias aumentou 1,2%, em termos anuais, enquanto o índice de valor importação de mercadorias do interior da China manteve-se inalterado no terceiro trimestre do ano passado.

      “A principal razão é que a China Continental está a enfrentar uma deflação, com o índice de preços no consumidor a registar um crescimento negativo durante três meses consecutivos no final do ano passado, sendo assim, os preços de produtos exportados para Macau também baixaram de forma estável”, explicou Keung, apontando que a pressão sobre os preços está sob controlo em Macau.

      A analista do Banco OCBC admite que o consumo local continua a ser incentivada e o nível salarial subirá com o aumento de chegadas de turistas e, por outro lado, a procura de habitação por parte dos trabalhadores não-residentes volta a crescer, levando ao acréscimo do custo da habitação e fazendo elevar os preços globais do mercado.

      Cindy Keung, no entanto, disse que o espaço para o aumento da inflação da habitação é “limitado”, apesar de as rendas se verem melhoradas, uma vez que o mercado imobiliário continua “sob pressão” num contexto de taxas de juro elevadas.

      Em relação à moeda, Cindy Keung prevê que o dólar americano desça moderadamente este ano devido à geopolítica e outros factores. Contudo, o decréscimo não será notável, com a recente redução das expectativas do mercado quanto a uma diminuição das taxas de juro por parte da Reserva Federal, segundo a analista. “Dado que a pataca está indirectamente indexada ao dólar americano, espera-se que a pataca se mantenha estável relativamente às moedas das suas principais fontes de importação”, realçou.

      Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a taxa de inflação no ano passado foi de 0,94%, cujo aumento é essencialmente sequência do aumento dos preços das refeições adquiridas fora de casa, das excursões, do vestuário e da gasolina, assim como ao crescimento das propinas escolares e dos salários dos empregados domésticos. Já a diminuição das rendas de casa e a redução dos preços dos bilhetes de avião atenuaram parte do crescimento do índice de preços. Recorde-se que a taxa de inflação foi de 1,04% no ano anterior e de 0,03% em 2021.

      O índice de preços no consumidor geral em Dezembro do ano passado cresceu 1,42%, sendo o valor mais elevado desde Maio de 2000. “Os preços estão a subir discretamente, apesar de a inflação geral estar sob controlo”, alertou Cindy Keung.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau