O Governo de Taiwan excluiu ontem a existência de “intenções políticas” no satélite lançado pela China na terça-feira, que levou Taipé a emitir um alerta de emergência, a poucos dias do território realizar eleições.
O gabinete da porta-voz do Governo, Lin Yu-chan, afirmou que, após análise pela equipa de Segurança Nacional e avaliação pelos parceiros internacionais, foi determinado que não houve qualquer motivação política por detrás do lançamento do satélite.
O alerta que apareceu automaticamente nos ecrãs dos telemóveis apelou à população para “ter cuidado”. As versões em chinês e inglês diferem, porém, no desígnio do objecto que alegadamente atravessou o espaço aéreo da ilha.
“Alerta de ataque aéreo: míssil a sobrevoar o espaço aéreo de Taiwan, atenção”, lê-se na versão em inglês da mensagem. A versão em chinês refere antes que a China lançou um satélite às 15:04, que atravessou o espaço aéreo do sul de Taiwan.
O ministério de Segurança Nacional esclareceu, entretanto, em comunicado, que o texto em inglês “não foi revisto” e pediu desculpa pelo sucedido. No mesmo comunicado, o ministério afirmou que o satélite saiu “inesperadamente” da atmosfera ao sobrevoar o espaço aéreo do sul de Taiwan.
“O sistema conjunto de informação, vigilância e reconhecimento das Forças Armadas estava a acompanhar de perto a situação, incluindo o lançamento e a trajectória. O sistema de alerta de ataques aéreos foi activado através de mensagens de texto para informar o público”, disse o ministério.
O satélite referido no alerta oficial foi lançado em órbita pela China a partir do centro de lançamento de Xichang, na província central de Sichuan, por um foguetão de transporte Longa Marcha-2C, informou a agência noticiosa oficial Xinhua.
A estrutura, designada por Sonda Einstein, utiliza uma nova tecnologia de detecção de raios X e tem por missão observar fenómenos espaciais para estudar os clarões no céu noturno e melhorar a compreensão dos acontecimentos cósmicos violentos.













