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      Confiança dos consumidores em quebra ligeira, preocupados com padrão de vida e emprego

      Um inquérito realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau revelou uma quebra ligeira do Índice de Confiança dos Consumidores, acompanhada pela diminuição de confiança do padrão de vida e relativamente ao emprego, de mais de 2%. No quarto trimestre do ano passado, o Índice de Confiança dos Consumidores em geral manteve-se superior à média, com 101,66 pontos de uma escala de 0 a 200.

       

      O Índice de Confiança dos Consumidores registou uma quebra – mas muito ligeira – no quarto trimestre de 2023. Um pouco superior ao valor médio, o indicador fixou-se em 101,66 pontos, o que representa um decréscimo de 0,28 pontos, ou 0,27%, em comparação com o trimestre anterior.

      Estes são os resultados de um inquérito conduzido pelo Instituto para Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa), que recolheu a opinião de 822 residentes.

      “O índice global de confiança dos consumidores deste trimestre manteve-se estável em relação ao trimestre anterior, continuando a situar-se acima dos 100 pontos, tendo [os consumidores] confiança”, analisou.

      Recorde-se que esse indicador permanecia em nível baixo ao longo do período em que Macau teve impacto epidémico, desde 2020, com uma classificação inferior a 100 pontos. Apenas no terceiro trimestre do ano passado é que o referido índice voltou ao nível superior a 100 pontos, numa escala de 0 a 200, com 101,94 pontos.

      O estudo conta ainda com seis subíndices, com a MUST a dar destaque ao aumento da ‘Economia Local’, que registou o maior entre os subíndices, com 117,39 pontos, sendo mais 3,47% face ao trimestre anterior, de 113,45 pontos. “O subíndice ‘Economia Local’ cresce de forma contínua, sugerindo que a vitalidade das actividades económicas locais aumentou e estão a ocorrer desenvolvimentos positivos”, descreve.

      Em contraste, o relatório publicado pela instituição alerta para a diminuição de confiança dos consumidores em relação a ‘Padrão de Vida’ e ‘Condições de Emprego’, cujos subíndices se situam em 98,66 e 102,08, representando um decréscimo de 2,32% e 2,55%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior.

      “É de notar que [a quebra] pode reflectir o impacto do aumento do custo de vida ou da diminuição do rendimento real no nível de vida dos residentes, e implica que o mercado de trabalho pode estar a enfrentar alguns desafios e que é necessário acompanhar de perto a evolução das oportunidades de emprego e da taxa de desemprego”, realçou.

      Relativamente aos subíndices ‘Investimentos em Acções’ e ‘Nível de Preços’, foi registada uma dedução ligeira de 0,37% e 0,47%, respectivamente, para 85.19 e 103.72 pontos, enquanto a confiança para ‘Compra de Casa’ recuperou 0,18%, para 102,92 pontos.

      “Durante o quarto trimestre de 2023, o ambiente externo tornou-se cada vez mais complexo e difícil. O crescimento do comércio internacional e do investimento abrandou e as taxas de juro nos países desenvolvidos mantiveram-se elevadas, apesar da tendência de descida da inflação”, explicou a instituição, frisando que a economia da China Continental recuperou com estabilidade, “mas os desafios da falta de procura efectiva e das fracas expectativas sociais permanecem”, disse. A MUST prevê que a confiança dos consumidores continuará a ser reforçada com o lançamento de políticas favoráveis ao mercado e à diversificação da economia.

      O Índice de Confiança do Consumidor é um indicador composto que quantifica a percepção dos consumidores sobre os pontos fortes e fracos da situação económica, incluindo as suas percepções subjectivas da situação macroeconómica actual e futura, emprego, níveis de preços e mais outros. É frequentemente utilizado como um indicador principal para prever as tendências económicas e de consumo.

      De acordo com as regras do inquérito, o índice é fixado numa escala de 0 a 200, com 0 a significar “nada confiante”, 100 sugere “um valor de média” e 200 a significar “completamente confiante”.