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      Taxistas vão propor ao Governo aumento das tarifas  

      O preço dos combustíveis, a inflação e as despesas de manutenção das viaturas são os motivos pelos quais os taxistas vão propor ao Governo o aumento das tarifas. Após uma tentativa inicial em 2019, a Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxis planeia voltar a formalizar um pedido de subida das tarifas junto do Governo antes do Ano Novo Chinês. O grupo vai sugerir ainda a introdução de uma sobretaxa para os serviços prestados durante feriados obrigatórios.

       

       

      Os taxistas de Macau vão solicitar uma subida das tarifas dos seus serviços. A proposta será submetida ao Executivo antes do próximo Ano Novo Lunar, ou seja, até Fevereiro. O plano foi anunciado pela Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxis, indicando que já recebeu opiniões e pedidos de “muitos colegas” sobre o aumento.

      “Deve ser antes do Ano Novo Chinês que vamos apresentar o pedido. Desta vez destacamos ainda a introdução de um tipo de taxa, tomando como referência das regiões vizinhas, aplicada em dias como nos primeiros três dias do Ano Novo Lunar. Ou seja, uma sobretaxa [para os feriados obrigatórios], para compensar os condutores que têm de trabalhar nos feriados, mesmo que queiram ficar com a família”, revelou Tony Kuok Leong Son, presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxis.

      O responsável, em declarações ao programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, referiu que as tarifas dos táxis não são aumentadas há seis anos, e o sector teve uma tentativa de pedir um ajuste das tarifas ao Governo em 2019, no entanto, a solicitação não foi concretizada devido à pandemia.

      O grupo recebeu opiniões de vários taxistas após a pandemia sobre o possível aumento. “Agora, o preço de combustíveis é de mais ou menos 14 patacas, e até o custo para a manutenção das viaturas [é elevado]. Vamos detalhar tudo isto na proposta para entregar à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT)”, salientou.

      Tony Kuok disse esperar que a análise e a aprovação possam ser rápidas, contudo entende que o processo deve demorar alguns meses, uma vez que a proposta tem de passar pela discussão do Conselho Consultivo do Trânsito e também pelas autoridades. Kuok pede ao Governo que acelere os procedimentos sobre o aumento das tarifas de táxis, apontando que “uma tarifa demasiado barata afectará a mentalidade dos motoristas”.

      Recorde-se que, em Julho de 2019, dez associações de taxistas apresentaram uma proposta de aumento de tarifas, sugerindo subir a bandeirada de 19 patacas para 22 patacas, e uma redução de 240 para 220 metros nas fracções de duas patacas, sendo um aumento médio de 16% na taxa global.

       

      QUALIDADE DOS SERVIÇOS

       

      No programa de ontem da Rádio Macau, um residente, que se apresentou como taxista, ligou e defendeu o ajuste das tarifas, argumentando que o assunto não deve dependente da qualidade do serviço de taxistas. “Se não ajustar a taxa por causa do serviço de alguns taxistas, isso é irrazoável porque a qualidade dos serviços é uma questão de comportamento pessoal do condutor”, disse.

      Tony Kuok, por sua vez, sublinhou também que o actual concurso público de atribuição de alvará de táxis prevê uma fiscalização mais rigorosa para os taxistas, sendo que as futuras empresas adjudicadas devem instalar mais um sistema para monitorizar o serviço dos motoristas, e “podem ver se este conduz com fatiga, ou fuma dentro do táxi”. “O registo vai ser guardado por seis meses, a DSAT vai inspeccionar”, referiu. O representante do sector confia que o futuro modelo de operação do sector, através de empresas, possa melhorar a qualidade de serviços.

       

      DIFICULDADE DE APANHAR TÁXIS NÃO RESOLVIDA

       

      Já a atribuição de 500 licenças de táxis, que está para breve, pode não constituir necessariamente uma solução imediata para o problema da dificuldade de apanhar táxis na cidade, sendo apenas um “equilíbrio” para as perdas de táxis no passado, considera Ku Heng Cheong, membro do Conselho Consultivo do Trânsito.

      O vogal destacou que, ao calcular o número de residentes e turistas, há um rácio de um táxi por cada 20 mil pessoas em Macau. Em Hong Kong, a relação é de 3.000 pessoas por cada táxi e em Taiwan é de 300. “Mesmo com a melhoria do sistema dos transportes públicos, os turistas que vêm a Macau preferem serviços de transporte ponto-a-ponto”, pelo que o actual aumento do número de táxis não será suficiente, segundo o vogal.