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      Pedidos autocarros públicos gratuitos e horário flexível de trabalho durante o Grande Prémio  

      Vários membros do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central apresentaram propostas para a organização e promoção do Grande Prémio de Macau. Além de mais iniciativas com participação do público, como corrida de bicicletas e riquexós, os membros esperam que o Governo coopere com as companhias de autocarros para lançar viagens gratuitas nos dias das provas, para incentivar a utilização dos transportes públicos.

       

      Isenção de tarifas nos autocarros públicos, flexibilidade no horário de trabalho nas entidades privadas, corridas de ciclismo e corridas de riquexós durante a realização do Grande Prémio de Macau, foram as propostas dos vogais do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central apresentadas na reunião ordinária de quarta-feira.

      “Sugere-se [ao Governo] que coopere com as companhias de transportes públicos para oferecer viagens gratuitas de autocarro durante o Grande Prémio de Macau, a fim de incentivar a população a utilizar os transportes públicos para reduzir o número de veículos que circulam nas estradas”, sublinhou Mok Chio Kuan.

      Na sua intervenção antes da ordem do dia, a membro realçou que a presente edição do Grande Prémio coincide com o 70.º aniversário e a primeira grande corrida após a reabertura da cidade, o que atrairá um grande número de turistas e trará bons resultados à indústria do turismo. “Todavia, ao mesmo tempo, terá também um certo impacto na vida das pessoas e irá causar congestionamentos de trânsito”, confessou.

      Mok Chio Kuan criticou a falta de eficácia do existente serviço de transporte gratuito, apontando que, “com base na experiência do passado, serão disponibilizadas duas rotas de transporte gratuito em alguns troços da estrada, mas pouco significativos”. A vogal, assim, considera que a dispensa abrangente de tarifa para andar nos autocarros públicos é uma solução para melhorar a situação de tráfego durante o evento.

      A vogal não foi a única a mostrar preocupações sobre os problemas de trânsito. Chio Man Im indicou que “as provas de duas semanas vão colocar “pressão óbvia” ao trânsito, aconselhando que “as organizações privadas e Pequenas e Médias Empresas a adoptarem um horário flexível de trabalho”, de modo a “reduzir o congestionamento nas estradas” e “atenuar o problema da dificuldade de embarque nos autocarros durante as horas de ponta”.

      Por sua vez, o coordenador-adjunto do Conselho, Lei Chong In, disse que os residentes de Macau têm sempre “sentimentos mistos” quanto ao Grande Prémio, que é um evento emocionante para os entusiastas das corridas, mas que os cidadãos têm ao mesmo tempo de “enfrentar uma série de inconvenientes”, como congestionamentos de trânsito.

      Lei Chong In pretende, desse modo, aumentar o interesse e a participação dos residentes no evento, através de mais actividades visadas ao público para que “possam partilhar a atmosfera alegre e a diversão de corridas”.

      “Além da corrida ‘Fun Run’ no Circuito da Guia, tendo em conta o aumento do número de entusiastas do ciclismo em Macau, pode também ser considerada a organização de uma corrida de bicicletas, bem como actividades destinadas a famílias em percursos de curta distância”. Segundo Lei, essas actividades, no entanto, devem ser realizadas na premissa de não afectar tanto quanto possível o tráfego diário, realizando-se nos feriados ou à noite, a fim de minimizar o impacto nos trabalhadores e alunos.

      Já António Monteiro, também presidente da Associação dos Jovens Macaenses, sugeriu “reviver a corrida dos riquexós durante os anos 80 do Grande Prémio de Macau”, como uma medida para promover essa indústria histórica e para “não deixar morrer ou deixar por esquecido um dos transportes mais famosos de Macau”.