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      Início Grande China Cuba quer voos directos para Pequim para facilitar comércio e investimento

      Cuba quer voos directos para Pequim para facilitar comércio e investimento

       

      O primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero Cruz, manifestou ontem interesse em estabelecer voos directos entre Pequim e Havana, uma medida destinada a facilitar o comércio e os negócios entre as duas nações. “Espero que possamos lançar o voo directo amanhã. Mas infelizmente ainda não temos um calendário claro. Penso que poderá começar no próximo ano”, disse Marrero num fórum empresarial em Pequim.

      A proposta surge numa altura em que a cooperação económica e comercial entre China e Cuba se intensifica, gerando uma procura crescente de voos directos, disse Marrero, de acordo com o jornal oficial Global Times.

      O líder cubano também enfatizou a importância de atrair investimento estrangeiro e aprimorar a autonomia na produção de alimentos, afirmando ainda que Cuba está a trabalhar na transformação do seu sistema energético, incluindo projetos de energia eólica e solar, e na digitalização da televisão cubana em colaboração com o gigante chinês das telecomunicações Huawei.

      Relativamente ao seu encontro na segunda-feira com o Presidente chinês, Xi Jinping, Marrero sublinhou a “relação especial de amizade inquebrável” entre a nação insular e o país asiático e o crescimento progressivo destes laços.

      O primeiro-ministro cubano agradeceu o apoio contínuo da China e reiterou a oposição ao embargo norte-americano. “Posso garantir, e posso dizer com confiança, que sem um bloqueio, Cuba seria um país que teria alcançado um grande desenvolvimento económico”, declarou Marrero.

      O líder cubano iniciou a viagem oficial à China em Xangai, onde este fim de semana participou na 6.ª Exposição Internacional de Importação da China e se reuniu com o homólogo chinês, Li Qiang. Esta é a primeira visita de Marrero à China desde que foi nomeado primeiro-ministro, em 2019.

      A visita do primeiro-ministro segue-se à do presidente cubano em novembro do ano passado, durante a qual Xi disse a Miguel Díaz-Canel que a China “fará o seu melhor para dar apoio” aos cubanos face aos “grandes desafios” que enfrentam.

      A ilha está mergulhada numa das piores crises desde há vários anos, devido, entre outros fatores, à ineficácia do sistema económico centralizado e à escassez de combustível, alimentos, medicamentos e outros produtos básicos.

      Cuba e China, cujos laços diplomáticos foram estabelecidos em 1960, mantêm estreitas relações políticas, económicas e comerciais. O país asiático é um dos principais aliados da ilha comunista. Após a China, Marrero deve viajar para a Bielorrússia, onde permanecerá até 12 de Novembro, de acordo com o ministério dos Negócios Estrangeiros cubano.

       

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau