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      Ásia a abrir e a fechar o Doclisboa

      O Doclisboa, que começa no próximo mês na capital portuguesa, põe a Ásia em foco, com “Man in Black”, do realizador chinês Wang Bing, na abertura. Além disso, em “Baan”, de Leonor Teles, estabelece-se ligação directa entre Lisboa e Banguecoque, capital tailandesa, sendo este o filme de encerramento.

       

      A Ásia e Lisboa vão estar unidas na 21.ª edição do Doclisboa, que começa a 19 de Outubro e se prolonga até dia 29, na capital portuguesa. “Man in Black”, do realizador chinês Wang Bing, vai mesmo abrir a edição deste ano do festival de cinema documental de Lisboa. Leonor Teles, com “Baan”, é também responsável por esta ligação entre Lisboa e o continente asiático.

      “Man in Black”, do aclamado cineasta chinês, é exibido então no dia de abertura do festival, às 21h, no Cinema São Jorge. O filme, do autor de “Fathers and Sons” e de “Almas Mortas”, entre outros, retrata o corpo e a alma de Wang Xilin, compositor e dissidente chinês.

      “Fazendo uso de excertos das suas sinfonias, o cineasta regista os horrores rememorados pelo compositor octogenário, histórias de desumanização de um país e de um regime em permanente convulsão”, descreve a organização do festival, anunciando também que o próprio Wang Xilin irá estar presente na sessão de abertura do Doclisboa.

      Por sua vez, “Baan”, de Leonor Teles, vai encerrar o festival no dia 29 de Outubro, às 21h, na Culturgest. Esta é a primeira longa-metragem de ficção da realizadora portuguesa e acompanha L, uma jovem arquitecta, cujos amores e desamores acontecem entre Lisboa e Banguecoque, capital tailandesa. A narrativa segue o relacionamento passado que continua a assombrar o presente, e a excitação e o medo do futuro consubstanciados na figura de uma mulher misteriosa por quem L se apaixona: K, uma canadiana de ascendência tailandesa.

      “Numa Lisboa a braços com a especulação imobiliária e tensões migratórias, ou nas ruas inundadas de luzes e estímulos da Tailândia”, Leonor Teles retrata duas jovens mulheres em busca do seu lugar no mundo, da sua “Baan” – “casa”, em tailandês.

      Na secção Riscos do Doclisboa, dedicada a revelar novos olhares sobre a paisagem cinematográfica, há dois cineastas convidados: a colombiana-brasileira Paula Gaitán, cujos filmes são presença habitual no festival; e Mika Taanila, cineasta e artista visual finlandês. O festival exibe dois filmes de Gaitán – “O Canto das Amapolas” e “Noite” – e três obras de Taanila – “Monica in the South Seas”, “I Might be Stuck” e “RoboCup99”. A organização destaca também “Andrómeda”, de Luciana Fina: “um exercício de evocação cinematográfica e artística da televisão pública italiana dos anos 1960 e 1970; e evocação de uma jovem telespectadora entregue à descoberta e à experimentação”. O programa completo do Doclisboa será apresentado na próxima semana.