As corridas de cavalos vão continuar em Macau, após o Macau Jockey Club ter confirmado que a proposta da nova época foi aprovada pelo Governo. Segundo a operadora, a nova época vai iniciar a 29 deste mês e termina no final de Agosto do próximo ano, com um total de 66 provas marcadas. A entidade, entretanto, não revelou o número de cavalos de corridas, cuja questão de importação provocou anteriormente alguma preocupação junto da sociedade.
O Governo de Macau deu luz verde à nova época das corridas de cavalos do Macau Jockey Club (MJC), que terá a sua primeira prova desta época na última sexta-feira do mês. A informação foi anunciada pelo MJC, sendo que a decisão do Governo veio encerrar as especulações anteriores do público sobre um eventual encerramento das actividades da operadora.
De acordo com uma nota publicada no portal oficial do MJC, na passada sexta-feira, a época de provas 2023/2024 está marcada para começar no dia 29 de Setembro de 2023, concluindo no dia 31 de Agosto de 2024.
O calendário das corridas indica ainda que, além da prova de abertura na noite de 29 de Setembro, as provas nocturnas vão ser retomadas a partir de Janeiro do próximo ano. As corridas estão agendadas para quase todas as semanas, sendo que algumas semanas terão dois dias de provas marcadas. Segundo o MJC, estão planeadas 66 provas no total nesta época, com 34 diurnas, 12 ao final de tarde e 20 nocturnas.
A operadora confirmou ainda que foi retomada a transmissão simultânea das corridas fora de Macau, pelo que realizou no passado domingo a transmissão das provas de Hong Kong e de Penang, na Malásia.
No entanto, não foi adiantado nenhum esclarecimento sobre o número de cavalos para as corridas da nova temporada.
Recorde-se que a última temporada das corridas terminou no final do mês passado, com rumores de que a operação do MJC chegasse ao fim devido a uma variedade de razões, incluindo má situação financeira e falhas no cumprimento das promessas estabelecidas na altura da renovação de contrato de franquia, bem como o subsequente corte do número de cavalos de corrida e alegado plano de despedir uma parte dos funcionários.
A situação foi revelada anteriormente por um treinador ao Asian Racing Report, apontando que o número de cavalos em Macau reduziu significativamente de 1.200, em 2003, para cerca de 220 cavalos agora, enquanto que a frequência de corridas anuais caiu de 1.200 há vinte anos, um valor superior em comparação a Hong Kong, para apenas uma corrida por semana.
Segundo a mesma fonte, os treinadores do MJC foram ainda informados da proibição de importação de cavalos, desde Agosto, imposta pelas autoridades de Macau, que ordenou o cancelamento da inspecção sanitária de trinta cavalos que se encontravam em instalações de quarentena animal em Sidney e inicialmente em vias de serem enviados para Macau. A medida poderá afectar, de certa forma, o funcionamento do MJC em promover a realização de corridas.
O MJC, mesmo após a pandemia, não aumentou o número de funcionários e suspendeu completamente o processo de recrutamento de novo pessoal, segundo o portal Inside Asian Gaming, que referiu ainda que a empresa demitiu anteriormente um grupo de palafreneiros, concedendo-lhes uma compensação.
Alguns funcionários do MJC disseram ao Jornal Ou Mun, no mês passado, que tinham receio de perder o seu trabalho, uma vez que “depois da abertura da época a 29 de Setembro, o MJC vai apenas operar até 31 de Dezembro”, alegaram.
Apesar de a empresa ter assegurado a operação da nova temporada de corridas, não se pode ignorar o facto de a situação financeira do MJC ter sofrido uma perda acentuada de 2,1 mil milhões de patacas registada no ano passado, mais 200 milhões de patacas em relação às perdas do ano anterior.
O montante apostado nas corridas de cavalos revela uma queda contínua, de 504 milhões de dólares de Hong Kong em 2018, ano da renovação de contrato de franquia por 24 anos, para 193 milhões de dólares de Hong Kong no ano passado, indicaram os dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ).
O MJC foi ainda acusado de falhar no cumprimento da maioria das promessas constadas na prorrogação de contrato de franquia, incluindo um investimento de 1,5 mil milhões de patacas por ano para desenvolver elementos de lazer, entretenimento e desporto no território. O Governo de Macau realçou em 2018 que “é necessário realizar o capital estabelecido dentro do prazo estipulado para a prorrogação do contrato, sob pena de suspensão dos efeitos do mesmo”.











