O deputado Ron Lam sugere que, para a fase experimental do plano da zona pedonal da Rua da Felicidade, seja fechado apenas um troço da estrada entre a Travessa do Mastro e a Travessa do Aterro Novo, para evitar maior impacto ao trânsito na zona. Salientando a importância de manter a capacidade do tráfego nesse bairro antigo, o deputado disse ainda ter recebido opiniões dos moradores que se opõem ao encerramento total das cinco ruas de forma permanente.
O Governo deve implementar o plano da zona pedonal da Rua da Felicidade de forma gradual, em vez de encerrar de uma vez as cinco ruas permanentemente, defende Ron Lam. Manifestando preocupações de causar impactos negativos à circulação de veículos nas zonas circundantes, o deputado enfatizou que é importante manter o tráfego básico na área para responder à necessidade dos moradores.
O deputado revelou ter recebido opiniões de residentes e comerciantes do bairro que pedem para fechar, em carácter experimental, apenas uma rua na zona para ser zona exclusiva para peões, nomeadamente o troço de cerca de 90 metros de comprimento situado ao lado da Rua da Felicidade, entre a Travessa do Mastro e a Travessa do Aterro Novo, durante os feriados e as noites.
“Qualquer nova iniciativa deve ser experimentada gradualmente. As autoridades cortam totalmente o trânsito e transformam a zona numa zona pedonal, o que poderá causar mais prejuízo do que benefícios. É mais adequado o plano ser feito de forma faseada e ajustado de acordo com a situação real de implantação”, apontou o responsável, em declarações ao Jornal do Cidadão. Ron Lam acrescentou que “a essência é manter o trânsito básico, em vez de fechar tudo só por se querer criar uma zona pedonal”.
Recorde-se que o Governo anunciou no domingo que vai lançar o plano da zona pedonal da Rua da Felicidade no dia 29 de Setembro, todos os dias, das 11h00 à 01h00, envolvendo cinco vias actualmente rodoviárias – a Rua da Felicidade, a Travessa do Mastro, a Travessa do Aterro Novo, a Rua do Matapau e a Travessa de Hó Lo Quai. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultural, Elsie Ao Ieong, afirmou na altura que mais de 95% dos moradores e lojistas da zona “não manifestaram oposição”, e 80% era a favor.
No entanto, segundo Ron Lam, a sede da associação que lidera está localizada na área relevante e “ninguém solicitou activamente ao pessoal opiniões sobre o projecto”.
Segundo o deputado, as opiniões recolhidas pela sua equipa juntos dos cidadãos mostram que os moradores, lojistas e comerciantes de negócios turísticos preferem fechar apenas a via entre a Travessa do Mastro e a Travessa do Aterro Novo, como zona para peões e, por outro lado, o caminho da Travessa do Aterro Novo à Rua dos Cules continua aberto ao tráfego.
“Não entendo por que razão o Governo disse que 95% dos moradores da área não se opuseram. As opiniões que recebemos nesta zona indicam que os residentes não concordam com o encerramento total das ruas adjacentes da Rua da Felicidade”, criticou Ron Lam, destacando que o plano de fechar uma parte durante feriados é aceite pela maioria dos moradores e comerciantes e é a opinião dominante.
O deputado tomou como referência as estatísticas do censo de 2021 a salientar que o plano envolve cerca de 1.500 residentes, dos quais cerca de 180 são idosos. Na sua perspectiva, se a referida zona for fechada durante o dia, “as viagens diárias dos idosos serão definitivamente afectadas”, com carência da circulação de transporte.
O legislador ressaltou que, embora o fluxo diário de tráfego na Rua da Felicidade não seja muito intenso, é um local importante para desviar o congestionamento quando a Avenida de Almeida Ribeiro se encontra com muito trânsito e os veículos podem optar por passar pelas vias nas imediações da Rua da Felicidade.
Por outro lado, de acordo com Ron Lam, alguns hotéis locais também têm autocarros turísticos para levar turistas para a Rua da Felicidade, e muitos visitantes até apanham táxis para esse lugar turístico. “Se não houver circulação em toda a Rua da Felicidade ou estacionamento de veículos, isso terá um grande impacto no fluxo de pessoas na área, afectando a vida dos moradores e o negócio dos comerciantes”, referiu.











