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      Início Sociedade Wong Sio Chak admite quebra no número de agentes policiais  

      Wong Sio Chak admite quebra no número de agentes policiais  

      Wong Sio Chak reconheceu a diminuição da equipa das forças de segurança nos últimos anos, mas afirmou que não tem planos para criar um regime de polícia auxiliar conforme propôs um deputado recentemente. O secretário para a Segurança apontou que a redução do número de agentes está relacionada com a lacuna de tempo de recrutamento e formação. Além disso, no que diz respeito ao caso de morte de um agente da Unidade Especial após a prática de exercício, segundo Wong Sio Chak, não há provas de uma relação directa entre o treino e o falecimento, mas já solicitou o ajustamento da organização do treino.

       

      O secretário para a Segurança admitiu que o número de agentes policiais tem diminuído nos últimos anos devido principalmente ao tempo demorado para os processos de recrutamento e formação.

      “Neste momento, as Forças de Segurança estão sujeitas a restrições do quadro de pessoal e do número de quota de funcionários. O princípio de recursos humanos a seguir é ‘sai um e entra um’, para já só podemos complementar a força policial com esse princípio, mas não aumentar. E nunca foi aumentada”, adiantou Wong Sio Chak, prosseguindo que “pelo contrário, na verdade, nos últimos anos, o número de agentes tem verificado uma diminuição”.

      Wong Sio Chak explicou que isso deve-se porque o processo de recrutamento de novo pessoal só começa quando há funcionários a deixar o cargo, e demora, normalmente, 18 meses a dois anos para os novos agentes integrarem oficialmente a equipa e desempenharem a função policial.

      “Esta lacuna de tempo deixa faz o número de perda de pessoal aumentar”, referiu o secretário, à margem de uma reunião de comissão permanente de ontem na Assembleia Legislativa. O governante salientou, entretanto, que muitas pessoas estão interessadas em ingressar na equipa de forças de segurança, e que a situação da candidatura tem sido bem recebida.

      Questionado sobre a proposta do deputado Leong Sun Iok sobre a criação de um regime de polícia auxiliar nas Forças de Segurança, Wong Sio Chak, citado pelo Jornal Ou Mun, considera que “não é adequado” criar um sistema do género, pelo menos para já. “Isso está relacionado com vários aspectos. Uma das razões é que a polícia auxiliar não tem possibilidade de exercer a lei como polícia normal”, assinalou o secretário. Sublinhou ainda que o custo para o estabelecimento desse quadro de pessoal “não é baixo”, juntamente com “a limitação do orçamento” do Governo, e “o seu direito de exercer a lei está muito limitado”. “Até temos de prestar formações, portanto, quer do ponto de vista económico, quer da futura organização de aplicação da lei, considera-se que não é adequado criar esse sistema. Para já, não temos plano para o assunto”, realçou.

       

      TREINO NOS DIAS DE CALOR

       

      Em relação à morte de um agente da Unidade Especial do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), depois da realização de um exercício de corrida, no mês passado, o secretário avançou que na análise preliminar não foram encontradas evidências que provem que a causa da morte esteja relacionada com o treino policial.

      Wong Sio Chak, enfatizando que ficou muito triste com o incidente e fez imediatamente o possível para ajudar a família, disse que os familiares do falecido não concordaram com a autópsia, pelo que a causa da morte não pode ser determinada neste momento.

      O agente do CPSP em causa morreu no dia 10 do mês passado, dia em que se registaram quase 36 graus Celcius de temperatura máxima, após um treino em grupo de corrida na Avenida Marginal Flor de Lótus pela manhã.

      “Este ano está particularmente quente. Por isso, independentemente da causa do incidente, já foi solicitado ao departamento para rever se as organizações de treino eram apropriadas e científicas”, afirmou.

      Por sua vez, Ng Kam Wa, comandante do CPSP, destacou que o organismo evita geralmente o treino durante clima extremamente quente ou horas de meio-dia, e que, nos dias com mais calor, vai escolher locais sombreados para treinar e reduzir a intensidade do treino. Os instrutores também tomam a iniciativa de perguntar a condição física dos alunos, segundo o responsável.

       

      PASSAGEM DE VEÍCULOS NA 2.ª FASE DO POSTO DE HENGQIN ABRIRÁ ESTE MÊS

       

      Está previsto que os corredores para veículos da 2.ª fase do Posto Fronteiriço de Hengqin vão entrar em operação experimental no final deste mês. A informação foi dada ontem por Wong Sio Chak. O secretário para a Segurança salientou que as autoridades de Macau e do interior da China têm precedido aos testes de pressão aos corredores desde Junho, sendo que os mesmos decorreram “com sucesso”. Wong Sio Chak disse acreditar que o sistema para a passagem de veículos no local terá funcionamento “mais suave” a partir de Setembro.