Edição do dia

Segunda-feira, 17 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
27.9 ° C
29.9 °
27.9 °
94 %
4.6kmh
40 %
Dom
28 °
Seg
30 °
Ter
30 °
Qua
30 °
Qui
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioEconomiaNovo Bairro de Macau em Hengqin deverá iniciar vendas em Setembro, mas...

      Novo Bairro de Macau em Hengqin deverá iniciar vendas em Setembro, mas residentes têm preocupações  

      A Macau Renovação Urbana, S.A. revelou que a venda do projecto do Novo Bairro de Macau em Hengqin deve começar daqui a dois meses, sendo que a primeira prestação deve ser 30% do valor total da unidade e a propriedade só pode ser revendida após cinco anos. Por ocasião do Fórum Macau, programa da Rádio Macau em língua chinesa, o deputado Nick Lei admitiu que os moradores não expressaram forte vontade de comprar, e vários cidadãos disseram estar preocupados sobre a internet, a língua e o preço.

       

      O Novo Bairro de Macau em Hengqin deve estar totalmente concluído no próximo mês e a venda de quatro mil unidades de fracção pode arrancar em Setembro. Os regulamentos vigentes do projecto estipulam um período de cinco anos, sendo que só depois do mesmo é que pode ser realizada a revenda da fracção. A informação foi adiantada ontem pela urbanista da Macau Renovação Urbana, S.A., Tam Hoi Ian, no programa matinal do canal chinês da Rádio Macau.

      “As condições legais em Zhuhai sobre a revenda da casa preveem um período de três anos. Mas para o Novo Bairro de Macau em Hengqin, as propriedades apenas podem ser transferidas para residentes de Macau elegíveis após cinco anos de aquisição do Registo de Direito de Propriedade”, assinalou.

      Tam Hoi Ian explicou que os compradores elegíveis são titulares de Bilhete de Identidade de Residente de Macau, com idade superior a 18 anos, que não têm propriedade residencial em Zhuhai e possuem, no máximo, uma propriedade residencial em Macau.

      “A revenda limita-se apenas à qualificação do comprador, mas não o preço de transferência”, salientou a urbanista, que disse também que a compra do Novo Bairro de Macau é basicamente da mesma natureza das propriedades residenciais comuns de Zhuhai.

      Por sua vez, o responsável pelo projecto, Chan Ion Kei, avançou que o procedimento de compra do Novo Bairro de Macau em Hengqin será primeiramente a candidatura, e depois escolher unidades e solicitar empréstimo junto a um banco em Macau ou no interior da China. Caso o número de candidatos for superior ao limite das casas, será procedido a um sorteio.

      Chan Ion Kei indicou ainda que a entrada para a aquisição da fracção no Continente é 30% do preço total, estando, entretanto, a negociar com os bancos para oferecer uma hipoteca mais elevada e um processo de aprovação mais acelerado.

       

      INTERESSE LIMITADO

       

      Apesar de o projecto do Novo Bairro de Macau em Hengqin, segundo a Macau Renovação Urbana, ser “uma medida importante para apoiar Macau a participar na construção da Grande Baía e integrar a conjuntura do desenvolvimento nacional”, o público de Macau pode não estar tão confiante no investimento no projecto.

      Nick Lei, deputado que também esteve ontem no programa da rádio, assumiu ter recebido pedidos de informação sobre o Novo Bairro de Macau por parte de vários residentes, “mas não expressaram um forte desejo de comprar”.

      Na perspectiva de Nick Lei, o planeamento do bairro “é bom”, sendo que as instalações da zona, como o centro de saúde e o centro de serviços para idosos, “são semelhantes às de Macau”. “Contudo, é importante melhorar as instalações complementares de Hengqin para atrair pessoas a viver ali”, realçou.

      Vários residentes que telefonaram para o programa matinal manifestaram preocupações em relação à vida na Ilha da Montanha e no Novo Bairro de Macau, não obstante o intuito das autoridades de criar um “ambiente propício para viver e trabalhar tendencialmente semelhante ao de Macau”.

      “Para as pessoas que vivem em Hengqin, quando fazem estudos e trabalhos de qualquer tipo, ou na vida quotidiana, têm de usar a internet internacional. Como sabem que no interior da China não é acessível alguns sites, será que no futuro podemos aceder ao Google ou YouTube ali para facilitar a nossa vida?”, questionou um cidadão, que pretende saber ainda se os agentes de gestão do Novo Bairro de Macau falam cantonês e escrevem chinês tradicional.

      Uma outra residente apontou que o preço “não é prático”, uma vez que “existem muito mais opções de compra de casas na cidade de Zhuhai com um valor de 30 mil renminbis por metro quadrado”, e a área circundante é relativamente “deserta”.