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      InícioGrande ChinaAlterações climáticas são uma "ameaça à humanidade", diz John Kerry em Pequim

      Alterações climáticas são uma “ameaça à humanidade”, diz John Kerry em Pequim

      O enviado norte-americano para o clima, John Kerry, disse ontem em Pequim que as alterações climáticas constituem uma “ameaça à humanidade”, durante um encontro com o principal diplomata do Partido Comunista Chinês, Wang Yi.

       

      “O clima, como você sabe, é um problema global, não um problema bilateral. É uma ameaça à humanidade”, afirmou Kerry.

      A visita surge numa altura em que os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo e os principais emissores de gases com efeito de estufa, retomam o diálogo sobre as alterações climáticas, que foi interrompido pelo deteriorar das relações entre Washington e Pequim.

      Kerry, que chegou à capital chinesa no domingo, foi recebido por Wang no Grande Palácio do Povo, adjacente à Praça Tiananmen.

      A deslocação do enviado norte-americano coincide também com um período em que várias regiões no hemisfério norte, incluindo na China, registam temperaturas extremas, com os níveis de calor a bater recordes consecutivos. “Você é um velho amigo nosso”, disse o director do Gabinete da Comissão para as Relações Externas do Partido Comunista da China a Kerry, que manteve uma relação cordial e constante com a China, apesar de a relação bilateral ter batido no nível mais baixo, nos últimos anos, desde a década de 1970. Esta é a terceira deslocação à China do ex-secretário de Estado norte-americano desde que assumiu o cargo em 2021.

      “A cooperação no âmbito das alterações climáticas está a progredir entre a China e os Estados Unidos e, por isso, precisamos do apoio conjunto dos povos de ambos os países”, acrescentou Wang. “As relações China – EUA devem ser saudáveis, estáveis e duradouras”, defendeu.

      Na segunda-feira, John Kerry reuniu-se durante quatro horas com o homólogo chinês, Xie Zhenhua, de acordo com a televisão estatal CCTV.

      Washington e Pequim “devem tomar medidas urgentes em várias frentes, particularmente na poluição causada pela utilização de carvão e metano”, escreveu Kerry na rede social Twitter, na segunda-feira. “A crise climática exige que as duas maiores economias do mundo trabalhem juntas para limitar o aquecimento global”, acrescentou.

      Mao Ning, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, reconheceu também, em conferência de imprensa, que “as alterações climáticas são um desafio comum para toda a humanidade”.

      A China “vai realizar intercâmbios com os Estados Unidos sobre questões relacionadas com as alterações climáticas e trabalhará com [Washington] para enfrentar os desafios e melhorar o bem-estar das gerações atuais e futuras”, disse Mao.

      O diálogo climático foi interrompido pela China há quase um ano, em protesto contra a viagem a Taiwan de Nancy Pelosi, então líder da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos.

       

      China pede aos EUA “relações estáveis” para cooperar no combate às alterações climáticas

       

      O mais alto diplomata da China, Wang Yi, defendeu ontem a importância de Pequim e Washington “manterem relações estáveis” e a necessidade de “eliminar qualquer interferência” para cooperarem no combate às alterações climáticas. Wang Yi reuniu-se ontem com o enviado norte-americano para o clima, John Kerry, em Pequim, para discutir a cooperação no âmbito das alterações climáticas e estabilizar as relações entre os dois países.

      “A China está disposta a fortalecer o diálogo, explorar a cooperação mutuamente benéfica e abordar conjuntamente a questão das alterações climáticas”, disse Wang Yi, segundo um comunicado emitido pelo ministério dos Negócios Estrangeiros do país asiático.

      Ambas as partes reconheceram o “enorme potencial” de cooperação no domínio das alterações climáticas e a importância de contar com a compreensão e apoio dos respetivos cidadãos, lê-se na mesma nota.

      Wang Yi afirmou ainda que Pequim espera que os EUA adoptem uma “política racional, pragmática e positiva” em relação à China, mantendo a adesão ao princípio ‘Uma só China’ na questão de Taiwan. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau