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      InícioGrande ChinaChina impõe sanções a vice-ministra lituana após visita à ilha

      China impõe sanções a vice-ministra lituana após visita à ilha

      A China anunciou sanções contra a vice-ministra dos Transportes e Comunicações lituana e a suspensão da cooperação com a Lituânia nessas áreas, após Agne Vaiciukeviciute ter visitado Taiwan na última semana.

       

      O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês disse que decidiu interromper “todo e qualquer intercâmbio” com o Ministério dos Transportes e Comunicações lituano, bem como a cooperação com o país europeu no domínio do transporte rodoviário internacional.

      O comunicado, citado pela imprensa estatal chinesa, não refere que tipo de sanções serão impostas a Vaiciukeviciute. Em casos semelhantes, as sanções incluíram a proibição de entrar na China continental, Hong Kong e Macau e de fazer negócios no mercado chinês. Vaiciukeviciute realizou uma visita oficial de cinco dias a Taiwan, algo que o ministério chinês considera ter “violado” o princípio “uma só China”, interferido em assuntos internos e afectado a soberania e integridade territorial do país.

      O Ministério dos Negócios Estrangeiros classificou como “uma óbvia provocação” a visita da vice-ministra à ilha, que se juntou a deslocações da vice-ministra da Economia e Inovação lituana e do vice-ministro da Agricultura lituano, em Junho.

      O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, prometeu esta semana que o país iria responder “de forma resoluta” ao que chamou de provocações de “certas pessoas da Lituânia”, tendo acusado o país báltico de agir com “aparente má-fé”.

      Analistas citados pelo jornal oficial chinês Global Times avisaram que, “se continuar no caminho errado”, a Lituânia poderá enfrentar consequências maiores, incluindo a rutura das relações diplomáticas, e disseram que as sanções são também um claro aviso a outros países.

      As relações entre a Lituânia e a China deterioraram-se em 2021, após as autoridades do país europeu terem permitido a abertura de um “Escritório de Representação de Taiwan” em Vílnius, algo que provocou a fúria de Pequim. Em Maio de 2021, a Lituânia abandonou um fórum apoiado pela China com o objetivo de reforçar as relações com os países do Leste Europeu, originalmente denominado como fórum “17+1”. O número de parceiros europeus caiu para 14 na sexta-feira, com a Letónia e Estónia a anunciarem que irão também abandonar o fórum.

      O governo chinês impôs também sanções a Nancy Pelosi e suspendeu o diálogo com Washington em áreas-chave, como a defesa e mudanças climáticas, em retaliação à visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos a Taiwan em 3 de Agosto.

      Após a visita de Pelosi, Pequim anunciou manobras militares de uma intensidade inédita em várias décadas ao redor da ilha, que duraram quase uma semana, incluindo o bloqueio do espaço aéreo e marítimo em seis áreas da costa de Taiwan.

       

      FORÇAS NORTE-AMERICANAS VÃO CONTINUAR A UTILIZAR ESTREITO DE TAIWAN

       

      As Forças Armadas dos Estados Unidos vão realizar novas travessias aéreas e marítimas pelo estreito de Taiwan “nas próximas semanas”, apesar da escalada de tensão da China em relação à ilha, adiantou fonte da Casa Branca. Os Estados Unidos vão “continuar a voar, navegar ou operar onde a lei internacional permitir”, assegurou Kurt Campbell, membro do Conselho de Segurança Nacional, com a pasta do Indo-Pacífico. “Isso inclui travessias aéreas e marítimas convencionais pelo estreito de Taiwan nas próximas semanas”, acrescentou.

      Após a visita da líder do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, a Taiwan, Pequim anunciou manobras militares ao redor da ilha, que duraram quase uma semana. Os exercícios, de uma intensidade inédita em várias décadas, incluíram o bloqueio do espaço aéreo e marítimo em seis áreas da costa de Taiwan. Taipé descreveu as manobras da China como um bloqueio da ilha e uma “irresponsabilidade”. O responsável pela pasta do Indo-Pacífico do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos referiu que Washington vai apresentar “um programa ambicioso” para fortalecer as suas relações comerciais com Taiwan.

      O Governo de Biden pretende “continuar a fortalecer os seus laços com Taiwan, incluindo o avanço do relacionamento económico e comercial”, frisou Kurt Campbell, citado pela agência France-Presse (AFP). Um “programa ambicioso” sobre estas questões será revelado “nos próximos dias”, assegurou.

       

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      Redacção do Ponto Final Macau