
A União Europeia (UE) condenou “veementemente” o lançamento de outro míssil balístico intercontinental, na quarta-feira, pela quarta vez este ano, pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC), nome oficial da Coreia do Norte.
“A RPDC continua a mostrar a sua intenção de desenvolver os meios para entregar armas de destruição maciça. Essas ações ameaçam a paz e a segurança internacionais”, afirma o Conselho da UE em comunicado publicado na página de internet.
A UE diz que a RPDC “deve cessar todas as acções ilegais e perigosas” que violem as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e aumentem as tensões militares na região.
Deve ainda, segundo o comunicado, “cumprir imediatamente” as suas obrigações, abandonando todas as armas nucleares, de destruição em massa, programas de mísseis balísticos e programas nucleares existentes, de maneira completa, verificável e irreversível, e cessar todas as atividades relacionadas.
Esta é a única rota viável para a paz e segurança sustentáveis na península coreana, defende a UE, frisando que a Coreia do Norte “não pode e nunca terá” o estatuto de um estado com armas nucleares sob o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) ou qualquer outro estatuto especial.
A UE apela à comunidade internacional “para que reaja de forma unida e firme para defender a arquitectura internacional de não proliferação e para impedir que a RPDC continue a agravar” as tensões militares na região. “É fundamental que todos os Estados membros da ONU, especialmente os membros do Conselho de Segurança da ONU, assegurem a plena implementação das sanções da ONU e exortem a RPDC a retomar um diálogo significativo com todas as partes”, assegura.
Na quarta-feira, as forças armadas norte-coreanas anunciaram que a Coreia do Norte tinha disparado um míssil balístico não identificado, depois de ter ameaçado abater aviões espiões norte-americanos no espaço aéreo norte-coreano. Dois dias antes, Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, advertiu os Estados Unidos que Pyongyang responderia com “ações claras e contundentes” ao que qualificou como operações de “espionagem aérea”.










