Edição do dia

Segunda-feira, 17 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
27.9 ° C
29.9 °
27.9 °
94 %
4.6kmh
40 %
Dom
28 °
Seg
30 °
Ter
30 °
Qua
30 °
Qui
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioDesportoMedidas progressivas como agilização de vistos são importantes para mercado do desporto,...

      Medidas progressivas como agilização de vistos são importantes para mercado do desporto, dizem especialistas  

       

      A RAEM pode vir a tornar-se numa cidade com eventos desportivos internacionais, mas para isso é preciso que o Governo continue a ser mais progressista e “experimental”. O director de operações da Galaxy, Kevin Kelly, diz que é preciso estar à escuta das novas tendências. Uma delas é a da “economia da experiência”, em que o consumidor quer viver uma experiência de marca, e não apenas comprar um produto desta. Mas, sobretudo, as autoridades precisam de pensar em estratégias práticas como, por exemplo, uma agilização dos vistos para profissionais do desporto, defenderam especialistas do sector numa das conferências da Asian IR EXPO, que terminou ontem.

       

      Macau pode vir a conseguir desenvolver um sector da economia ligado ao desporto, mas necessita de continuar a estar aberto aos sinais e novas tendências do mercado, como a da “experiência da marca”, para além de continuar a legislar de uma forma mais progressista. Ontem, num painel do último dia de conferências da Asian IR EXPO, Kevin Kelly, um dos representantes das seis concessionárias do jogo, expressou o seu agrado pela forma como o Governo da RAEM tem implementado novas medidas de diversificação do turismo. “É um veículo que nos ajuda a expandir e explorar novas oportunidades”, elogiou o director de operações da Galaxy, citado pela Macau News Agency.

      Também outro dos convidados da palestra, Henry Kerins, director financeiro executivo da Asia League, concordou que as autoridades estão a ficar mais progressistas, referindo que o Governo “está a levar mais a sério a diversificação ligada ao desporto, e ao entretenimento, mas também às instalações”. No entanto, refere o representante da Asia League, são necessárias mais alterações nas políticas de atribuição de vistos, se o Governo quer atrair talentos do estrangeiro que ajudem a desenvolver o mercado do desporto em Macau. “A questão dos vistos é complicada, e se queremos organizar algo que dure mais do que duas semanas, é um problema a gerir. Em alguns mercados é muito fácil conseguir uma autorização de estadia temporária”, mas no caso de Macau, referiu, ainda não há directivas nenhumas sobre todo o tipo de vistos de trabalho. “Se é para virem cá desportistas ou atletas, isto seria muito benéfico”, avançou.

      Henry Kerins referiu ainda que inicialmente as medidas do Governo de Macau eram mais ligadas à responsabilidade social das empresas, e às comunidades, mas que “agora estamos num processo de transição para um mercado mais ligado ao mercado de massas, e de uma escala maior”. Para conseguir compreender melhor o mercado chinês, e a forma como este crescerá, é preciso experimentar e inovar, defende, por seu turno, o representante da Galaxy. “É preciso sair, experimentar o suficiente, e beijar muitos sapos até encontrarmos o príncipe ou a princesa”, ilustrou Kevin Kelly, acrescentando que é preciso continuar a esperar, e estar à escuta, “sensível” às novas tendências do mercado.

      Uma das novas tendências, defendeu Marc Rosen noutro painel do Asian IR EXPO, é a forma como as gerações mais novas usam as redes sociais e visualizam conteúdos num mercado baseado na “experiência”. O presidente do grupo Entertainment Authentic Brands defendeu que os consumidores estão a mudar de foco, de procura por bons serviços, para a chamada “economia de experiência – a experiência de uma economia de pessoas que interagem com marcas na vida real”, explicou. “Elas querem estar em contacto directo com as marcas. Querem viver a experiência de alguma coisa, e não apenas comprar alguma coisa”.