A polícia de Hong Kong deteve no final da semana passada mais uma pessoa acusada de apoiar activistas estrangeiros que alegadamente colocavam em perigo a segurança nacional, informaram as forças de segurança. A polícia deteve o homem de 24 anos no aeroporto da cidade, um dia depois de quatro pessoas terem sido detidas por alegadamente utilizarem empresas, redes sociais e aplicações móveis para receber fundos para os activistas estrangeiros.
“A investigação mostro que a pessoa detida era suspeita de ter ligações com o grupo de pessoas detidas ontem [quinta-feira]”, declarou a polícia num comunicado. Os cinco suspeitos não foram identificados. Os meios de comunicação social locais, incluindo o South China Morning Post e o jornal pró-Pequim Wen Wei Po, identificaram o homem recentemente detido como Chu Yan-ho, um antigo membro do agora extinto partido pró-democracia Demosisto, co-fundado pelo activista britânico Nathan Law. Os outros quatro homens são também antigos membros do Demosisto, incluindo o antigo presidente Ivan Lam.
As detenções ocorreram depois de a polícia ter obtido mandados de captura para oito activistas sediados no estrangeiro, incluindo Law, ao abrigo da Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim, e ter oferecido uma recompensa de um milhão de dólares de Hong Kong por informações que levassem à detenção de cada um deles. As recompensas anunciadas são as primeiras ao abrigo da lei, promulgada em 2020 na sequência de grandes protestos pró-democracia, no ano anterior.
Os mandados de captura contra os oito foram rapidamente criticados por governos ocidentais, que contestaram a aplicação extraterritorial da lei de segurança. Mas o líder de Hong Kong, John Lee, afirmou que os oito, que vivem nos Estados Unidos, na Austrália, no Canadá e no Reino Unido, serão perseguidos para o resto da vida.













