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      Economia deverá registar crescimento de 47% este ano

      A Universidade de Macau calcula que a economia de Macau poderá crescer 47% até ao final do ano. As previsões divulgadas ontem indicam também que a inflação chegará aos 1,2% e a taxa de desemprego dos residentes poderá baixar para os 3,3%.

      O Centro de Estudos de Macau e do departamento de Economia da Universidade de Macau (UM) divulgaram ontem as previsões económicas para este ano, segundo as quais a economia deverá dar um salto de 47%, que poderá mesmo ser de mais de 61% numa perspectiva mais optimista.

      Segundo os cálculos da UM, as exportações de serviços vão aumentar 101,2%; a taxa de inflação será de 1,2%; e as receitas correntes do Governo da RAEM deverão ser de 76,5 mil milhões de patacas. A taxa de desemprego global será de 2,6%, enquanto a taxa de desemprego dos residentes será de 3,3% – a taxa de desemprego geral e a específica dos residentes está actualmente nos 2,8% e 3,6%, respectivamente. Já a mediana dos rendimentos mensais dos residentes deverá subir 9,6%. As previsões da UM dizem ainda que as despesas do consumo interno deverão crescer 4%.

      A UM previu também que o número de visitantes que chegam a Macau se mantenha relativamente estável em 2023: segundo as projecções, o número de visitantes será de 6,45 milhões no segundo trimestre (60% de 2019), 6,94 milhões no terceiro trimestre (65% de 2019) e 6,90 milhões no quarto trimestre (70% de 2019).

      A UM justifica as estimativas com o fim das restrições fronteiriças depois de três anos e o regresso dos visitantes. “O número de visitantes começou a aumentar em 2023. Entre eles, o número de visitantes de Hong Kong recuperou mais rapidamente, atingindo 2,24 milhões entre Janeiro e Abril de 2023, o que representou 90,2% do mesmo período de 2019. O número de visitantes da China continental atingiu 4,62 milhões entre Janeiro e Abril de 2023, 47,3% do mesmo período em 2019″, lê-se no relatório da UM, que ressalva que “a recuperação dos visitantes de outras regiões foi mais lenta, com 0,35 milhões entre Janeiro e Abril de 2023, apenas 23,1% do mesmo período em 2019″.

      Com a recuperação do turismo, o consumo não relacionado com o jogo e as exportações de serviços não relacionados com o jogo atingiram 23,5 mil milhões de patacas no primeiro trimestre de 2023, ultrapassando o nível do primeiro trimestre de 2019, apontam os académicos da UM, notando também que, por outro lado, as exportações de serviços de jogo foram de apenas 28,3 mil milhões de patacas no primeiro trimestre de 2023, 44,9% do primeiro trimestre de 2019.

      Relativamente à procura interna, “tanto o consumo privado como o investimento recuperaram bem”. A despesa de consumo privado foi de 24,5 mil milhões de patacas no primeiro trimestre de 2023, o que correspondeu a 88,4% do primeiro trimestre de 2019, recorda a UM.

      A UM assinala também que “os preços no consumidor mantiveram-seestáveis”, tendo a taxa de inflação dos preços no consumidor entre Janeiro e Abril de 2023 sido de 0,8%. Os especialistas indicaram também que o mercado laboral tem estado a recuperar gradualmente, uma vez que a taxa de desemprego dos residentes já chegou a estar acima dos 5%.