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      Como Macau transformou os vícios em indústrias

      O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) vai lançar, entre 5 e 26 de Julho, o segundo módulo do curso “Macau, cidade de pecado: histórias de transgressão na ‘Cidade do Nome de Deus'”, ministrado pelo jornalista Hugo Pinto. Nesta segunda parte do curso, Hugo Pinto abordará “a forma como Macau transformou vícios e transgressões em indústrias das quais passou a viver”.

       

      Ópio, cules e jogo. São estas três “transgressões” de Macau que se transformaram, ao longo dos anos, em pilares da economia da região. É sobre esta transformação dos vícios em indústrias que vai falar o jornalista Hugo Pinto no segundo módulo do curso “Macau, cidade de pecado: histórias de transgressão na ‘Cidade do Nome de Deus'”.

      Este segundo módulo do curso vai decorrer no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa, nos dias 5, 12, 19 e 26 de Julho, entre as 13h e as 15h30. O formador, Hugo Pinto, viveu em Macau durante 16 anos, tendo sido jornalista do PONTO FINAL e da TDM Rádio Macau. Hugo Pinto também coordenou, no ano passado, o livro “A Abelha da China nos seus 200 Anos: Casos, personagens e confrontos na experiência liberal de Macau”.

      O segundo módulo é independente do primeiro e a única continuidade que existe é temporal. Nesta segunda parte do curso, será acompanhada a história do território desde o século XVII até aos dias de hoje.

      No primeiro módulo do curso, Hugo Pinto explorou as ambiguidades e contrastes do território. Agora, o jornalista aborda “a forma como Macau transformou vícios e transgressões em indústrias das quais passou a viver”, explicou ao PONTO FINAL.

      “Neste Módulo II, a ideia é dar uma visão de conjunto, mas também o mais detalhada possível, de como surgiram e se desenvolveram as indústrias que se tornaram essenciais para a sobrevivência de Macau face ao declínio das actividades comerciais, e que se acentuou, mais tarde, com o estabelecimento de Hong Kong como colónia britânica”, detalhou o jornalista.

      Como exemplos de “transgressões” que se transformaram em indústrias, Hugo Pinto destaca, então, o ópio, o tráfico de cules e o jogo. O ópio, que “teve um curioso impacto em Portugal, impedindo a venda da Coca-Cola dos Estados Unidos”, vai abrir o segundo módulo do curso; depois, o tráfico de cules “desde as primeiras viagens da China para o exterior, até às campanhas internacionais de condenação da ‘nova escravatura’, passando pelas várias tentativas (infrutíferas, na maior parte) de acabar com esta indústria em Macau”; e, por fim, o jogo, “desde que não havia qualquer regulamentação e mal era mencionado em documentos oficiais (mas já se reconhecia como questão), passando pela lenta transformação de Macau em cidade de jogo, o que incluiu tentativas de acabar com esta actividade e de impedir que houvesse casinos em Macau, até à grande afirmação e desenvolvimento, que acabou por marcar Macau do final da década de 1960 até aos nossos dias”.