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      Cultura é a estratégia para Macau desenvolver hospitalidade de luxo, apontam especialistas  

      A indústria hoteleira está a enfrentar novos impactos e desafios em relação ao turismo depois da pandemia. Neste contexto, várias figuras do sector observam que a cultura e o património de Macau permitem que a cidade construa uma experiência única para os visitantes, enquanto a personalização e a sustentabilidade vão ser elementos cruciais para o desenvolvimento da hospitalidade de luxo. Segundo foi abordado no MICE & Luxury Forum, a promoção do sector exposições e convenções é uma boa direcção para a diversificação para Macau.

       

      A experiência e o itinerário personalizados devem ser a chave para o futuro desenvolvimento da hospitalidade de luxo, e Macau “tem muitos pontos fortes e atributos únicos” na oferta de tais experiências de viagem aos visitantes, defenderam os participantes do MICE & Luxury Forum, que decorreu ontem em Singapura, num painel paralelo do evento promocional Macau Showcase, da Sands China.

      Na primeira sessão do painel “Luxury Hospitality: The New Playbook for Building Guest Experiences”, várias figuras de topo da hotelaria abordaram as mudanças da indústria na época pós-epidémica em termos da oferta de serviços aos turistas de luxo.

      Segundo Hermann Elger, CEO da Forbes Travel Guide, também moderador do painel, a cultura pós-colonial portuguesa de Macau e o património mundial da UNESCO, bem como a existência, ao mesmo tempo, de diversos resorts integrados com infra-estruturas modernas de luxo, representam “características únicas” e atracções para uma viagem de luxo à cidade.

      Alan Watts, presidente da Hilton na área da Ásia Pacífica, salientou que o desafio para as marcas de luxo é actualmente “global por natureza”, uma vez que os hotéis das marcas de luxo espalham-se em todo o mundo, e a competitividade dos hotéis depende cada vez mais do quão atractiva é a cidade.

      “Assim, o património português e os locais da UNESCO de Macau apresentam a capacidade de fazer itinerários sob medida para entrar no roteiro de viagens de luxo”, destacou. O orador do fórum apontou ainda que esses elementos são “extremamente importantes”, sendo que sem eles será difícil atrair clientes não jogadores e não ligados ao entretenimento.

      Por sua vez, Michael Malik, COO da Marriott International da área Grande China, sublinhou que Macau é um dos mercados principais da empresa, afirmando acreditar no conceito de “cultura como estratégia”. Recordando que vai haver mais uma marca de hotel de luxo que abrirá em Macau – W Hotel – em Setembro deste ano, Michael Malik afirmou que a qualidade do serviço em Macau é “muito elevada”.

      O profissional do sector acrescentou que a proliferação das redes sociais acelerou a velocidade de partilhar experiências de destino e das marcas. Mencionou que os turistas dependem cada vez mais das redes sociais enquanto procuram informações de viagem, nomeadamente os da China Continental. “Os nossos clientes são muito impacientes, e sendo hoteleiros, temos de ser muito ágeis”, sublinhou.

      Por outro lado, para Christian Westbeld, director-geral do Raffles Hotel Singapore, a diversificação de produtos é importante. O responsável assinalou que o sector dos eventos de convenções e exposições está a crescer e a realização de um evento vai atrair milhares de visitantes e centenas de líderes de diferentes sectores.

      “Macau tem o inventário [do MICE], e tem uma estrutura com facilidade de deslocação na cidade porque é tudo muito próximo”, referiu, acrescentando que o próximo passo será reforçar a ligação com as parceiras globais do MICE de luxo.