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      Inquérito mostra insuficiência de apoio dos pais ao desenvolvimento de carreira dos filhos  

       

      Um inquérito realizado pela Associação Geral das Mulheres e pela Universidade da Cidade de Macau diz que os pais em Macau não estão a dar apoio suficiente aos filhos no âmbito da sua carreira. Mais de 80% dos alunos que responderam a questionários não têm a certeza de que os pais vão apoiar o seu desenvolvimento profissional. O inquérito aponta ainda que os pais falham em ajudar os filhos na exploração da carreira e partilha de experiência profissional.

       

      Os alunos do ensino não superior de Macau sentem-se inseguros quanto ao apoio dos pais no desenvolvimento da sua carreira. Carecem de assistência no planeamento de carreira, do apoio emocional e do conhecimento da profissão na qual estão interessados, sendo estes os principais factores que levam os jovens a sentir falta do apoio familiar. A revelação foi feita por um inquérito conduzido em conjunto pela Associação Geral das Mulheres e pela Universidade da Cidade de Macau.

      Os resultados mostram que 90% dos estudantes entrevistados acham que o nível de apoio emocional prestado pelos pais é baixo, e mais de 80% não têm certeza se os pais concordam e apoiam o seu desenvolvimento profissional.

      O relatório do inquérito foi divulgado ontem. Segundo a Associação Geral da Mulheres, foram recolhidos, entre Fevereiro e Maio, 1.556 questionários válidos submetidos pelos alunos do ensino secundário, dos quais metade dos entrevistados está a frequentar o 10.º ano de escolaridade.

      Entre os inquiridos, 36% afirmam que os pais não estão a disponibilizar nenhuma assistência no planeamento profissional. Mais de 40% dos alunos apontam que é baixo o nível de orientação educacional dos pais, ou seja, os pais raramente conversam com os filhos sobre os conhecimentos sobre carreira e trabalho, nem fornecem informações relevantes.

      Desse modo, os jovens entrevistados consideram que os seus pais não têm conhecimento adequadamente suficiente sobre o conteúdo da profissão de que os filhos têm interesse. “Isso mostra que os pais falham em atender às necessidades de desenvolvimento de carreira dos seus filhos em termos de exploração de carreira ou partilha de experiência e habilidades do trabalho”, destacou.

      O inquérito avançou, por outro lado, que mais de 70% dos alunos acreditam ter um bom relacionamento com os pais, e quase 50% disseram, entretanto, que comunicam com os progenitores menos de uma hora por dia, sendo o principal tema de conversa diária com a família a situação de aprendizagem na escola.

      Sou Man I, membro da equipa de pesquisa e directora do Centro de Crianças e Famílias da Associação Geral das Mulheres, disse que esta é a primeira vez que se realizou um estudo relevante em Macau e espera que os dados possam levar a sociedade a prestar mais atenção à importância do apoio parental no planeamento de carreira dos filhos.

      “Os resultados do inquérito demonstram ainda que o nível de apoio dos pais em Macau é ligeiramente inferior em comparação com as regiões vizinhas”, observou Sou Man I, citada pela Rádio Macau em língua chinesa.

      Neste caso, a Associação Geral das Mulheres e a Universidade da Cidade de Macau alertam que os pais devem envolver-se mais em tópicos da exploração da carreira, nomeadamente partilhando experiências pessoais de trabalho e falar sobre o conteúdo do seu emprego, com vista a ampliar a percepção de carreira dos filhos. “Numa conversa deste tipo os pais vão saber a confusão dos filhos sobre a vida futura e os contratempos encontrados na fase de aprendizagem, ajudando a cultivar valores positivos da vida dos jovens”, salientam.

      A Associação Geral das Mulheres revelou ainda que vai lançar, no segundo trimestre, os serviços de apoio à educação profissional dos pais, bem como uma plataforma de recursos de carreira online para os jovens e respectivas famílias.