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      Associações do sector do turismo queixam-se dos elevados preços dos hotéis  

      A União dos Guias Turísticos de Macau revelou que a recepção de excursões durante a Semana Dourada de Maio ficou aquém das expectativas, apesar do aumento global do número de turistas. A culpa foi do elevado preço do alojamento nos hotéis. A Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau destacou a escassez de quartos de hotel.

       

      Para as associações do sector do turismo, a recepção de excursões turísticas não foi satisfatória, já que a indústria fechou a Semana Dourada do Dia do Trabalhador com uma quebra de 70% no número de turistas em grupo, em relação ao período antes da pandemia. Ao analisar a recente recuperação das actividades turísticas, a União dos Guias Turísticos de Macau apontou que os preços dos hotéis foram demasiado elevados.

      “Nesta Semana Dourada dos feriados do dia 1 de Maio, por causa do alto preço dos quartos, o número de turistas em grupo foi 70% menor do que antes da pandemia. O volume de trabalho dos guias turísticas não foi alto”, adiantou Lei Man Hou, presidente da União dos Guias Turísticos, no Fórum Macau, programa da Rádio Macau em língua chinesa.

      O responsável disse que mais grupos turísticos optaram por visitar Macau antes da Semana Dourada, para evitar a tradicional época alta e a previsível subida dos preços. Neste caso, não foram registadas muitas excursões durante os feriados, mas mais visitantes individuais passaram pela região.

      “A chegada das excursões focou-se nos períodos antes de 1 de Maio. Ou seja, a chegada de grupos turísticos, na Semana Dourada, foi até menor do que nos meses de Março e Abril”, ressalvou Lei Man Hou, contrastando que muitos guias turísticos já voltaram a essas funções, havendo um excesso de guias nessa altura.

      Lok Lin Kam, presidente da direcção da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, deu ênfase à insuficiência de disponibilidade dos quartos de hotel, apontando que há um “desequilíbrio” na oferta e procura de alojamento.

      Os feriados de 1 de Maio foram o primeiro fim-de-semana prolongado depois da total abertura do mercado turístico com recepção de excursões do interior da China.

      O responsável salientou, citando as estatísticas de entrada e saída, que houve quase 100 mil turistas por dia que entraram no território, contudo, Macau só tem 40 mil quartos de hotel disponibilizados. “Os turistas preferem agora uma viagem mais lenta, viajam por mais dias e podem pernoitar em Macau. Alguns turistas são famílias, com crianças, e querem ter uma estadia prolongada”, disse.

      Lok Lin Kam reconheceu que o sector e as autoridades envidaram esforços para recuperar a perda de mão-de-obra na indústria do turismo, hotelaria e restauração, e indicou que alguns hotéis “já voltaram a ter funcionários suficientes”.

      No entanto, “alguns profissionais e funcionários experientes que saíram de Macau durante a pandemia, podem não ter a necessidade de voltar a escolher Macau como local de trabalho”, segundo Lok.

      O porta-voz da associação referiu que vai demorar algum tempo para um total complemento de recursos humanos e formação profissional dos novos trabalhadores, para que possam lidar com o aumento de turistas da China Continental e internacionais.

      No que concerne à pressão do acolhimento de turistas, Lei Man Hou, também guia turístico, realçou que Macau é uma cidade pequena e, tendo em conta a Semana Dourada, pode-se constatar que o problema surge gradualmente, sendo mais evidente o da capacidade do trânsito e da falta de lugares de estacionamento para autocarros turísticos.

      Lei Man Hou falou ainda sobre as queixas de que os turistas obstruem as ruas nos bairros habitacionais. “Muitos restaurantes que recebiam grupos turísticos fecharam durante a pandemia, pelo que as excursões partilham agora apenas dois ou três restaurantes e às vezes têm de esperar pelas mesas junto à entrada do estabelecimento”, explicou, garantindo que a indústria já coordenou com os guias para evitar congestionamento nas vias públicas.