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      Início Lusofonia Mais de 250 observadores internacionais acreditados para as eleições timorenses

      Mais de 250 observadores internacionais acreditados para as eleições timorenses

      Mais de 250 observadores internacionais, incluindo uma missão da comunidade lusófona e uma delegação com parlamentares australianos, estão registados para acompanhar as eleições legislativas, este domingo, em Timor-Leste.

      Dados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), a que a Lusa teve acesso, indicam que um total de 10 embaixadas em Timor-Leste se registaram para observar o processo eleitoral, com a Austrália a ter a maior delegação, de cerca de 60 pessoas.

      A delegação australiana inclui um senador, um deputado do parlamento federal e um deputado estatal, segundo adiantou à Lusa a missão diplomática. Portugal, Brasil e Cuba são as únicas embaixadas com embaixador residente em Díli que não têm missões próprias acreditadas para o processo. Portugal e o Brasil participam, no entanto, com representantes dos seus ministérios dos Negócios Estrangeiros na delegação de 11 pessoas dos Estados-membros e do secretariado-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), chefiada pelo embaixador José Marcos Barrica, de Angola.

      A missão diplomática portuguesa em Díli disse à Lusa que acompanhará tanto a missão da CPLP como o deputado António Maló de Abreu (PSD), eleito pelas Comunidades Portuguesas do círculo de Fora da Europa e que efetua uma visita a Timor-Leste que coincide com as eleições.

      A missão da CPLP, que permanece até 24 de Maio, vai desdobrar-se em cinco equipas que vão cobrir os municípios de Díli, Baucau, Ermera e Aileu, articulando no terreno a acção com outras missões.

      Estará também a acompanhar o sufrágio uma delegação da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROAJE-CPLP), onde Portugal é representado pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), José Vítor Soreto de Barros.

      Ao longo de uma semana, a missão da ROAJE-CPLP “vai acompanhar diferentes momentos da campanha eleitoral, participar em ‘workshops’ e encontros institucionais e observar o processo de votação em seis municípios de Timor-Leste, que culminará com a publicação de uma declaração preliminar sobre o processo eleitoral”. “A participação de Portugal nesta Missão de Observação Eleitoral constitui uma nova oportunidade de relacionamento e de partilha de experiências com instituições congéneres no espaço lusófono. Esta missão reveste-se de uma importância adicional, por acompanhar um novo momento na consolidação do processo democrático em Timor-Leste”, referiu José Vítor Soreto de Barros em comunicado.

      Imediatamente depois do acompanhamento do processo eleitoral terá início um projeto de cooperação bilateral entre a CNE de Portugal e a sua congénere de Timor-Leste, “que envolve a permanência em Timor de elementos da delegação portuguesa e a futura presença de membros e funcionários da CNE de Timor em Lisboa durante cerca de um mês”.

      Criada em 2018, a ROAJE-CPLP é uma associação sem fins lucrativos que congrega os órgãos jurisdicionais e de administração eleitoral dos países-membros da CPLP e tem com principal objetivo “estabelecer, consolidar e intensificar os mecanismos de cooperação e de troca de experiências referentes aos processos eleitorais”.

      Destacam-se ainda as delegações de 35 pessoas da embaixada dos Estados Unidos, 12 pessoas da embaixada do Japão, 11 da embaixada da Nova Zelândia e oito da delegação da União Europeia em Díli, e ainda uma equipa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

      Registadas estão ainda missões de organizações como a Asian Network for Free Elections, do Institute for Democracy and Electoral Assistance (IDEA), da International Foundation for Electoral System (IFES) e do g7+, organização intergovernamental de países que são ou foram afetados por conflitos e estão em transição para uma fase de desenvolvimento.

      Destaque ainda para a delegação que congrega a Australia East Timor Association, a Victoria University e a Victoria University Alumni Electoral Observation Mission (AVEOM), que terá 43 pessoas no terreno.

      Somam-se aos observadores internacionais mais de 2.000 observadores nacionais, sendo a maior delegação a formada por duas organizações da Conferência Episcopal Timorense (CET), a Comissão Nacional de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC) e a  Organização da Igreja para os Assuntos Sociais (OIPAS), num programa apoiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), pelo International Republican Institute (IRI) e pelo Catholic Relief Services (CRS).

      Dezassete partidos disputam as quintas eleições de domingo em Timor-Leste, cuja contagem pode demorar vários dias. Mais de 890 mil eleitores estão registados para a votação, na qual vão ser escolhidos os 65 deputados ao Parlamento Nacional.

      Timor-Leste, uma ex-colónia portuguesa até 1975, mas invadida e anexada no mesmo ano pela Indonésia, tornou-se no mais jovem Estado soberano do século XXI, a 20 de maio de 2002, dia em que o país assinala a restauração da independência.

      Timor-Leste é um dos países mais pobres do mundo, com 42% dos cerca de 1,3 milhões de habitantes a viverem abaixo da linha de pobreza, de acordo com as Nações Unidas, e com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar um recuo em relação a 2016, segundo o Banco Mundial. As urnas estarão abertas entre as 07:00 e as 15:00 no domingo. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau