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      Espectáculo pretende angariar donativos para a Casa de Macau em Portugal       

      Organizado pela UCCLA, o evento solidário “de afectos e memórias de Macau” com música, poesia e tributo terá uma actuação do duo “A Outra Banda”, por Carlos Piteira e Jaime Mota, e amigos. Instada pelo PONTO FINAL a comentar problemas de tesouraria, a direcção da Casa de Macau não confirmou nem desmentiu, limitando-se a referir que o espectáculo não é por si organizado, mas que concedeu apoio institucional. Ao mesmo tempo, notou que “ao longo dos anos de sua existência, tem recebido diversas ofertas de sócios”.

       

      A UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) está a promover para hoje, pelas 20h (hora em Portugal), no seu auditório, um espectáculo solidário “Macau Sâ Assi” de apoio à Casa de Macau em Portugal, instituição fundada em 1966.

      O evento “de afectos e memórias de Macau” terá música, poesia e um tributo ao patuá macaísta, com a actuação do duo “A Outra Banda”, por Carlos Piteira e Jaime Mota, e amigos, que passam por Jorge e Leonor Arrimar, Isabel Braga e o colectivo Geração Transição com David Rodrigues, Xana Piteira, Andreia Rodrigues e Rita Freitas.

      A entrada é livre, mas está sujeita a marcação prévia sendo que, refere ainda a UCCLA em nota de imprensa, “como se trata de uma acção solidária, poderá dar o seu donativo para a Casa de Macau através do NIB 0035.0125.0000 0500.5306.4 da Caixa Geral de Depósitos”.

      O PONTO FINAL procurou saber junto dos corpos sociais da Casa de Macau em Portugal se a entidade estaria com problemas de tesouraria, algo que, numa resposta enviada por e-mail ao nosso jornal, a direcção da Casa de Macau não confirmou nem desmentiu, limitando-se a referir que o espectáculo não é por si organizado, mas que concedeu apoio institucional. “A Casa de Macau quer contribuir para o esclarecimento de algumas dúvidas surgidas, relativamente ao espectáculo ‘Macau Sâ Assi’. O espectáculo tem a participação do duo ‘A Outra Banda’ e Amigos. Como tem sido divulgado, é um espectáculo organizado pela UCCLA. O duo ‘A Outra Banda’ é formado por dois amigos de Macau e da Casa de Macau em Portugal, sendo os elementos da banda nossos sócios. Um deles é macaense, com projecção em Portugal, não só a nível académico como cultural. O duo tem participado graciosamente nos últimos eventos da Casa de Macau. Uma vez que este espectáculo é de entrada gratuita, o duo lembrou-se de solicitar aos participantes um donativo solidário para a nossa Casa, uma vez que tem o seu apoio institucional”, começou por dizer a instituição.

      Referindo por diversas vezes que não faz parte da organização do evento, a direcção da Casa de Macau em Portugal enfatizou apenas o seu apoio institucional ao espectáculo, bem como a sua divulgação aos seus associados, acrescentando ainda que, “ao longo dos anos de sua existência, tem recebido diversas ofertas de sócios”. “É de referir peças, algumas de mero valor sentimental, de mobiliário e de decoração, bem como de exemplares de publicações que, muito respeitosa e zelosamente, estão conservadas nas nossas instalações”.

      Para além do apoio institucional da Casa de Macau em Portugal, também a Fundação Casa de Macau, o Instituto do Oriente do Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, a editora discográfica Tradisom e a produtora audiovisual Livre Meio estão envolvidas na lista de apoios concedidos.

      Nos últimos anos têm saído na comunicação social algumas notícias que dão conta de alguma preocupação quanto ao futuro da instituição. “A Casa de Macau, que há mais de 50 anos mantém viva em Portugal a cultura macaense, está a esvaziar-se e corre o risco de morrer juntamente com a geração mais velha que ainda a mantém viva (…) é preciso entregar a gestão da Casa de Macau às novas gerações. Se não fizermos essa transmissão, a casa morre connosco”, referia, em Dezembro de 2019, à Agência Lusa Rui Gomes do Amaral, membro da direcção.

      Recorde-se que a Casa de Macau em Portugal foi a entidade escolhida, em 2016, para receber o “Prémio Identidade”, atribuído desde 2003 pelo Instituto Internacional de Macau (IIM). Em 2011, as instalações do Príncipe Real, actualmente a ser usadas pela Fundação Casa de Macau, sofreu um incêndio que não provocou feridos ou danos materiais de maior, devido à rápida intervenção do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.