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      Investimento além-jogo não assusta SJM, que quer mais intercâmbio com Portugal

       

      A directora executiva da operadora de casinos SJM disse que a aposta no segmento não-jogo, imposta pelo Governo de Macau, “não é necessariamente um problema” e que o intercâmbio cultural com Portugal faz parte dos planos.

       

      A aposta em elementos não-jogo e visitantes estrangeiros são duas das exigências estabelecidas no concurso público para a atribuição de licenças de jogo pelas autoridades de Macau, que esperam assim diversificar a economia do território, fortemente dependente das receitas dos casinos.

      “Isto não é necessariamente um problema para as operadoras de resorts integrados que podem acrescentar actividades não-jogo para explorar o que ainda é um mercado de potencial enorme”, disse à Lusa a directora executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Daisy Ho.

      Em resposta a uma entrevista por escrito, a empresária e filha do magnata do jogo Stanley Ho (1921-2020) afirmou ser esperado que o segmento não-jogo “cresça mais rápido do que o do jogo, devido à política reguladora e à dinâmica do mercado”.

      A SJM antecipou em Dezembro um investimento de 14,03 mil milhões de patacas para os próximos dez anos – prazo das concessões -, sendo que cerca de 12 mil milhões destinam-se a actividades fora do casino.

      Pelas mãos da SJM vão nascer três espaços museológicos: um sobre a história do Hotel Lisboa, propriedade da empresa, outro sobre a história do jogo em Macau e ainda um espaço que versa sobre a cultura do jogo local – este último no antigo casino flutuante Palácio de Macau, que será restaurado e transformado num projecto que une restauração, compras, jogos e exposições culturais.

      A SJM vai apostar ainda na revitalização da zona do Porto Interior e da avenida Almeida Ribeiro, no centro histórico de Macau, além da organização de eventos desportivos e abertura de novos estabelecimentos de restauração para “ampliar a liderança” da empresa neste sector.

      Nos planos da mais antiga concessionária de jogo de Macau, salientou Daisy Ho à Lusa, está ainda “a promoção de mais intercâmbios entre Portugal e Macau”, nomeadamente “trazendo atuações culturais e exposições artísticas a Macau”. “Também estamos empenhados em promover o ensino da língua portuguesa na China [continental] e patrocinámos o programa de língua portuguesa organizado pelo Instituto Camões”, frisou.

      Neste âmbito, o primeiro protocolo foi assinado em 2019, altura em que a Sociedade de Jogos de Macau se tornou na primeira empresa na Ásia com o estatuto de Empresa Promotora da Língua Portuguesa. Em março deste ano, as duas partes renovaram o acordo por mais quatro anos.

      Já no que diz respeito ao investimento em Portugal, Daisy Ho notou que este cabe à empresa mãe, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau. “O nosso foco, no presente, é Macau”, afirmou.

      Em relação ao futuro, notou a responsável, “com o passar da pandemia”, o crescimento económico do território “vai continuar a ser extremamente elevado”. E acrescentou: “Nos próximos um ou dois anos, esperamos que, à medida que o nível de actividade económica alcance o estado pré-pandémico, as taxas de crescimento estabilizem a uma escala moderada e saudável”. Lusa

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau