Secretária diz que só depois de Maio é que a política de uso de máscaras será aliviada  

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FOTOGRAFIA GONCALO LOBO PINHEIRO

Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, admite que a exigência do uso de máscara em Macau irá ser ainda mais aliviada se a situação epidémica se mantiver estável, apesar de possíveis picos de infecção nos próximos meses de Maio ou Junho. A governante garante que há recursos médicos preparados para o eventual surgimento de surtos. Além disso, os trabalhos preparatórios para o Hospital das Ilhas estão em curso e, segundo a secretária, o recrutamento de pessoal local vai avançar esta semana, prevendo-se a abertura do centro para tratamento oncológico e os serviços de urgência no final do ano.

 

As autoridades vão anunciar um maior alívio nas restrições de uso de máscara em Macau, mas será apenas depois de Maio. A garantia foi dada pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, que afirmou que a exigência de uso de máscara será relaxada caso a passagem de eventuais surtos epidémicos em Maio ou Junho seja estável.

“Podemos ver que, após o surto da pandemia em Dezembro do ano passado, é possível o surgimento de um pequeno pico, segundo o nosso estudo e análise, após cinco ou seis meses. Até essa altura, vamos estar atentos para ver se o surto é ultrapassado de forma estável. Se não se verificarem grandes problemas, vão surgir mais alívios”, revelou.

Em Macau, actualmente é exigido o uso de máscara nos autocarros públicos, nas instituições médicas e nos lares. De acordo com Elsie Ao Ieong, a medida de uso obrigatório de máscara está a afectar principalmente as pessoas que usam o transporte público, sendo que a maioria da população aceita, no entanto, a manutenção dessa disposição nos lares de hospitais.

O Governo já tinha avisado que é previsível que Macau registe ainda surtos pequenos nos próximos tempos, entre Maio e Junho, ou mais tarde com vários picos periódicos de menor dimensão, provocados pela redução da imunidade da população após infecções da Covid-19.

Relativamente à questão dos recursos médicos para enfrentar os possíveis surtos, Elsie Ao Ieong destacou que as autoridades já têm planos de contingência suficientes e estão bem preparadas em termos de recursos médicos, pessoal e equipamentos.

“Em Maio ou Junho do corrente ano, está prevista a entrada em funcionamento do Edifício de Especialidade de Saúde Pública, podendo assim servir de apoio no âmbito do internamento hospitalar ou em outros recursos”, acrescentou a governante, mostrando-se confiante de que Macau vai ultrapassar o pico de infecção, que será mais pequeno do que o no final do ano passado.

Elsie Ao Ieong frisou ainda que as escolas e lares já têm planos de contingência adequados para fazer face a eventuais picos periódicos, por exemplo, a escola suspenderá aulas a curto prazo quando o número de alunos infectados numa turma for superior a um valor definido.

Os programas de fornecimento de máscaras e de testes rápidos vão ser mantidos no futuro, contudo, o volume de aquisição dos materiais por parte do Governo já foi muito reduzido. Elsie Ao Ieong admitiu que alguns residentes continuam a comprar kits de teste rápido e a fazer teste quando têm dor de garganta.

A secretária, por outro lado, salientou que o Código de Saúde de Macau será suspenso a partir de hoje e os respectivos dados no sistema serão apagados. “O sistema continuará em funcionamento e só em caso de surgimento de surtos epidémicos de alto pico, como no passado, será necessário utilizar novamente”, assumiu.

 

HOSPITAL DAS ILHAS INICIA RECRUTAMENTO DE FUNCIONÁRIOS

 

À margem da cerimónia de inauguração do campus do Instituto de Enfermagem Kiang Wu no Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, no sábado, Elsie Ao Ieong adiantou que a maior parte das obras do Complexo já está concluída, e decorrem de momento os trabalhos de vistoria dos principais edifícios e instalação de equipamentos de grande dimensão.

Prevendo-se a entrada gradual em funcionamento do Hospital das Ilhas no final deste ano, a secretária sublinhou que a primeira fase de recrutamento de pessoal local deverá arrancar esta semana, com vagas para 10 a 20 funcionários da área jurídica, informática, oficiais administrativos, entre outras funções. A contratação disponibilizará ainda mais vagas na próxima fase.

“Será aberto primeiro o centro para tratamento oncológico, tendo em conta que, actualmente, vários casos de doentes oncológicos necessitam de ser enviados para tratamento fora do território. E os serviços de urgência que se situam agora nas instalações do Hospital de Ciência e Tecnológica de Macau (MUST) serão transferidos para o Complexo, inaugurando-se em Novembro ou Dezembro”, disse.

O Governo também já enviou alguns médicos especialistas locais para o Hospital Pekin Union para receber formação prévia antes do exercício de funções de especialidade, no entanto, prevê-se que alguns médicos especialistas do Hospital Pekin Union serão enviados para Macau para satisfazer a procura de médicos no Hospital das Ilhas.