Associações pedem maior incentivo à natalidade com subsídios e medidas amigáveis à família

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As associações de serviços comunitários solicitaram políticas de incentivo à natalidade para aumentar a vontade de procriação dos residentes e assim enfrentar o problema da baixa taxa de natalidade em Macau.

Na opinião de Wong Kit Cheng, deputada da Assembleia Legislativa e vice-presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau, o Governo deve estudar o lançamento de políticas favoráveis à procriação, compostas por garantias de cuidados médicos, educação, habitação e segurança social. A também enfermeira apontou que a pandemia teve impacto na taxa de natalidade em Macau, pelo que espera que sejam aumentados os subsídios de nascimento, de licença de maternidade e de paternidade, de acordo com a recuperação económica pós-epidémica.

Wong Kit Cheng, em declaração à emissora Rádio Macau em língua chinesa, recordou também que as medidas transitórias da licença de maternidade, em que o Governo presta até 14 dias de subsídio pecuniário, vão terminar este ano. Neste caso, a deputada pede a implementação de subsídios regulares para licença de maternidade remunerada, bem como a concessão de subsídios contínuos de nascimento a famílias necessitadas.

Por sua vez, Ng Siu Lai, presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, destacou que a baixa taxa de natalidade deveu-se a diversos motivos, portanto, as autoridades precisam de incentivar a procriação em vários aspectos. “O elevado custo de criar uma criança não se refereapenas ao problema de dinheiro, mas também envolve os serviços de cuidado disponíveis na comunidade e medidas favoráveis à família implementadas pelas empresas privadas”, defendeu. Ng Siu Lai sugeriu um desconto no pagamento de impostos e horário flexível no trabalho para os pais de forma a encorajar a procriação.

Segundo as estatísticas demográficas mais actualizadas, a taxa de natalidade de Macau cifra-se em 6,4%, tendo registado no ano passado o valor mais baixo desde 1985, com 4.344 nados-vivos em 2022, menos 682 em termos anuais.