Regresso do ciclone Freddy causou mortos em Moçambique e no Maláui

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epa10522430 People walk on a road flooded by the River Bilila, Maputo, Mozambique, 14 March 2023. This is one of the longest lasting storms ever, after it formed at the beginning of February in the Asian seas, crossing the entire Indian Ocean to the east African coast. Until now 10 people have been killed by the storm according to official data. EPA/ANDRÉ CATUEIRA

O número de mortos no Maláui causados pelo ciclone Freddy aumentou para 225, anunciou ontem o Governo do país, o mais afectado por este fenómeno que também causou danos e morte, por duas vezes, em Moçambique e Madagáscar. “O número de mortos subiu de 190 para 225 (…), com 707 feridos e 41 desaparecidos”, revelou o Departamento de Assuntos de Gestão de Desastres do Maláui. Estes novos dados elevam o número total de mortes causadas pelo Freddy na África Austral para mais de 250. Em Moçambique, a segunda passagem do ciclone Freddy provocou, desde sexta-feira, 21 mortos na província da Zambézia, centro do país, segundo um novo balanço oficial, ainda preliminar, apresentado na terça-feira. Os números poderão subir à medida que decorre o levantamento dos prejuízos, admitiu o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) de Moçambique. Na província da Zambézia, a mais afectada, contabilizam-se desde sexta-feira 13.442 famílias afectadas, ou seja, cerca de 65.500 pessoas, além de milhares de casas autoconstruídas danificadas ou completamente destruídas. Num primeiro embate, em 24 de Fevereiro, o ciclone tinha provocado 10 mortes em Moçambique. O Freddy, descrito como “fora da norma” pelos meteorologistas, já é um dos ciclones mais duradouros e que realizou uma trajectória mais longa nas últimas décadas, percorrendo mais de 10.000 quilómetros desde que se formou no norte da Austrália, em 4 de Fevereiro, e cruzou o oceano Índico até ao sul do continente africano. O ciclone atingiu pela primeira vez a costa leste de Madagáscar em 21 de Fevereiro e, depois de atingir Moçambique, regressou à ilha a 5 de Março, onde quase 300.000 pessoas foram afectadas e 17 morreram, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas.