A cooperação entre Macau e Hengqin continua a ser foco para os membros de Macau no 14.º Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Entre as propostas apresentadas pelos representantes da região, Ho Ion Sang pediu que mais serviços comunitários e comerciais em Hengqin e Macau sejam realizados de forma transfronteiriça. Já Wang Sai Man espera pelo reconhecimento electrónico de matrículas de veículos de Macau e Hong Kong para circular em Guangdong.
Os delegados de Macau da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) defendem mais medidas para promover a integração da RAEM em Hengqin, nomeadamente mecanismos para facilitar a vida dos residentes na Zona da Cooperação Aprofundada. Os membros Ho Ion Sang e Wang Sai Man esperam que haja mais serviços comunitários transfronteiriços e sistema de reconhecimento electrónico de matrículas de veículos.
O 14.º Comité Nacional da CCPPC foi inaugurado este sábado em Pequim. Vários membros da delegação de Macau apresentaram, ao longo da reunião, propostas sobre a aceleração do desenvolvimento do território, sendo a cooperação entre Macau e Hengqin o tema mais falado entre o grupo.
O também deputado da Assembleia Legislativa de Macau, Ho Ion Sang, considera importante atrair mais residentes para viver na Ilha da Montanha, pelo que os serviços transfronteiriços devem ser enriquecidos, de forma a “alcançar a interligação dos assuntos governamentais”.
Ho Ion Sang, citado pelo Jornal Ou Mun, sugeriu a criação de uma rede de ligação de serviços governamentais de Hengqin e o serviço público em Macau através da aplicação “Conta Única”. “Deve ser equipado melhor o serviço público conjunto de Hengqin e Macau para permitir o tratamento bidirecional de mais serviços civis e comerciais entre os dois locais, e com base na experiência de conversão e reconhecimento mútuo do Código de Saúde de Guangdong e Macau, estudando activamente a ligação dos serviços electrónicos dos dois lados”, salientou.
Sublinhado que a interligação dos serviços governamentais está ainda relacionada com o desenvolvimento económico e de negócio entre Macau e o interior da China, o deputado recomenda que as autoridades de comércio da Ilha da Montanha entrem em cooperação com o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e estabeleçam o serviço de registo comercial transfronteiriço, a fim de facilitar a expansão de actividades comerciais dos investidores de Macau e do Continente.
“Os investidores de Macau e do Continente podem gerir os serviços relativos à exploração de negócios sem sair da sua cidade, reflectindo plenamente as vantagens da Zona de Cooperação Aprofundada de ‘cooperação transfronteiriça, abertura e conveniência e ligação internacional’”, afirmou.
No que diz respeito à subsistência das pessoas ao proveito de recursos conjuntos, o também vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores afirmou que quer promover a ligação de cuidados médicos com Hengqin, onde as associações de serviços comunitários podem desempenhar as suas funções.
Ho Ion Sang destacou que, para fornecer melhor a garantia médica a residentes, pode ser lançado um plano piloto para permitir que os residentes de Macau, que procuram tratamento médico nos centros de saúde de Hengqin, possam ser encaminhados a grandes hospitais públicos no interior da China para tratamento adicional de acordo com as suas necessidades médicas. Por outro lado, Ho pretende promover serviços remotos especializados em Hengqin, para que os residentes que vivem na zona possam receber medicamentos de Macau nos centros de Saúde em Hengqin.
Wang Sai Man, por sua vez, solicitou que a passagem fronteiriça seja mais facilitada para cidadãos de Macau que vão a Hengqin, estabelecendo um reconhecimento electrónico para veículos de Macau e Hong Kong entrarem em Guangdong sem requisito de instalar as matrículas do Continente na sua viatura.
“De modo a fortalecer ainda mais o desenvolvimento coordenado de Macau e da Grande Baía, sugere-se que tome como referência da experiência de implementação da política de circulação de veículos de Macau na província de Guangdong, para os automóveis locais poderem conduzir até ao interior da China”, sublinhou.
A política mencionada prevê que os residentes podem pedir a circulação de veículos em Guangdong com uma licença electrónica de entrada provisória, sendo que a permanência por cada entrada não pode ser superior a 30 dias consecutivos e a permanência anual não pode ser superior a 180 dias acumulados.
Nesse sentido, para a entrada mais frequente no interior da China, Wang Sai Man apontou que um grande número de veículos está obrigado a afixar a matrícula de plástico de Macau, bem como a matrícula de metal do Continente, sendo que “o processo de pedir a matrícula e do uso é relativamente complicado”. Wang Sai Man insta assim a uniformização de reconhecimento de matrículas na Grande Baía, fazendo com que os veículos de Hong Kong e Macau possam circular em Guangdong mais facilmente.











