Índice de preços no consumidor cresceu 0,77%

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

O IPC Geral de Janeiro de 2023 (104,10) cresceu 0,77%, face a Janeiro de 2022. O aumento foi impulsionado, principalmente, pela ascensão dos salários dos empregados domésticos e das propinas escolares, assim como pelo aumento dos preços: das refeições adquiridas fora de casa; da gasolina e dos produtos hortícolas. Todavia, a diminuição das rendas de casa e a redução dos preços dos serviços de telecomunicações e do gás de petróleo liquefeito compensaram parte do crescimento do índice de preços. De entre os índices de preços das secções de bens e serviços, os das secções da educação e dos equipamentos e serviços domésticos aumentaram 10,07% e 7,45%, respectivamente, em termos anuais. Porém, o índice de preços da secção das comunicações baixou 9,14%, informam os Serviços de Estatística e Censos.

No mês em análise, o IPC Geral subiu 0,24% face a Dezembro de 2022. O índice de preços da secção dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas cresceu 0,84%, em termos mensais, devido ao acréscimo dos preços: das refeições adquiridas fora de casa; dos produtos hortícolas; da fruta e do peixe fresco. O índice de preços da secção da recreação e cultura ascendeu 0,71%, em termos mensais, graças ao aumento dos preços de flores e dos quartos de hotéis. Por seu turno, os índices de preços das secções das comunicações, dos equipamentos e serviços domésticos, bem como da habitação e combustíveis baixaram 1,06%, 0,45% e 0,14%, respectivamente, em termos mensais.

O IPC Geral médio dos 12 meses terminados no mês de referência, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, ascendeu 1,02%. Salienta-se que os índices de preços das secções dos equipamentos e serviços domésticos (+11,08%) e dos transportes (+5,73%) tiveram os crescimentos mais significativos.