A Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) exigiu à Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (SAAM) que realizasse uma inspecção integral a todos os lagos e tanques de água do território, após se ter verificado que vários peixes e tartarugas do Jardim do Lago, na Taipa, tinham morrido.
Desde o final do ano passado que José Pereira Coutinho tem alertado para a questão, pedindo que se abrisse um processo para apurar as causas da morte dos animais. Numa resposta dada ao deputado a 3 de Novembro do ano passado pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), verificou-se que as amostras recolhidas naquele local continuam com um elevado teor de cloro provocado pela avaria do sistema de adição de medicamentos da SAAM.
Numa resposta enviada a 10 de Fevereiro pela DSAMA ao deputado, o organismo diz que, “relativamente à infiltração de hipoclorito de sódio verificada num sistema de cloração reservado do tanque de água elevado da Taipa, construído a 50 metros de altitude e sob gestão da SAAM, esta Direcção de Serviços, após ter sido informada pelo IAM, exigiu imediatamente à SAAM a reparação urgente”.
A DSAMA diz ainda que exigiu à SAAM uma “inspecção integral de todas as instalações e sistemas similares em Macau e a melhoria do mecanismo de inspecção diária e do trabalho de manutenção das instalações, para que não voltem a acontecer incidentes semelhantes”.
Na interpelação, Coutinho pedia que as autoridades realizassem uma autópsia e um exame toxicológico aos animais mortos no Jardim do Lago e que, por outro lado, se fizessem análises à qualidade da água. A DSAMA ressalvou que a água do Jardim do Lago é um tanque de água paisagística e não é uma fonte de água potável. Ainda assim lembrou que o IAM procede à fiscalização periódica da qualidade da água deste lago e, se se verificarem anomalias na qualidade da água, os serviços competentes serão informados.
Por outro lado, a DSAMA referiu que “as causas de morte dos peixes são complexas, podendo envolver factores como o clima, o ambiente, doenças, entre outros, pelo que o IAM não iniciou os trabalhos de autópsia e análise dos casos de morte de peixes”.
No final do ano passado, o deputado tinha aventado que a causa da poluição no lago se devia à descarga de águas residuais por uma fábrica química, mas a DSAMA na altura indicou que “após a inspecção aos estabelecimentos industriais nos arredores do parque, em conjunto com os serviços de licenciamento, não foram encontrados indícios de que os mesmos tenham colocado águas residuais no lago artificial mencionado”.











