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      Incêndio no Fai Chi Kei consumiu 19 bancas de vendilhões devido a avaria em aparelho eléctrico

      Um incêndio que ocorreu na zona de vendilhões do Fai Chi Kei atingiu 19 bancas localizadas na Avenida do General Castelo Branco, tendo levado à evacuação de 80 pessoas e uma delas foi transferida para o hospital. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo terá originado numa avaria de um aparelho eléctrico. O Instituto para os Assuntos Municipais está a ajudar a retoma de actividades comerciais das bancas através da instalação de bancas temporárias.

      Deflagrou na noite do passado domingo um incêndio na zona de vendilhões do Fai Chi Kei, que destruiu um total de 19 bancas em meia hora. A situação levou à evacuação de cerca de 80 pessoas, tendo a proprietária de uma das bancas, de 59 anos, sido encaminhada para hospital devido à inalação de fumo.

      O fogo começou a escalar por volta das 19h30 no domingo, na zona de vendilhões, situada na Avenida do General Castelo Branco, perto do Centro de Saúde de Fai Chi Kei e do Canídromo. De acordo com uma nota de imprensa emitida pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), 19 bancas foram afectadas pelo fogo, incluindo oito bancas de roupas, sete bancas de vegetais, uma banca de frutas, duas bancas de venda de papéis e incenso, e uma banca de conserto e manutenção de calçado.

      Vários vídeos a circular nas redes sociais mostraram que o violento incêndio queimou o interior de diversas bancas, tendo continuado a intensificar-se e o fumo chegou a cobrir os prédios residenciais subjacentes. O Corpo de Bombeiros (CB) recebeu a notificação do caso às 19h30 e chegou ao local seis minutos depois, segundo a Rádio Macau em língua chinesa.

      De acordo com o director do Posto Operacional da Areia Preta do Corpo de Bombeiros, Kuok Pan, entre as bancas envolvidas, a situação foi mais intensa em três bancas, tendo o organismo utilizado quatro bocas de incêndio para extinguir o fogo. “Demorou cerca de 20 minutos para o incêndio ser controlado. Sete bancas estavam com portas fechadas e precisaram de ferramentas para abrir as portas de aço. A operação movimentou 11 viaturas e camiões do CB e 50 bombeiros”, revelou.

      Após a investigação ao local, o organismo adiantou que o incêndio terá sido causado por uma falha num aparelho eléctrico.

      O Corpo de Polícia de Segurança Pública também enviou 20 agentes para auxiliar a evacuação e resgate no local. O incidente levou ainda ao bloqueio da circulação na Avenida do General Castelo Branco, na Rua do General Ivens Ferraz e na Rua do Comandante João Belo. Nenhum veículo foi afectado na ocorrência.

      Lei Kuok Hong, chefe da Divisão de Vendilhões do IAM, afirmou que o organismo notificou logo após o incêndio os proprietários relacionados para confirmar a situação das bancas e contabilizar as perdas.

      “O IAM tem acompanhado a segurança e o envelhecimento de equipamentos eléctricos na zona de vendilhões. Foram concluídas as inspecções de aparelhos eléctricos em todas as zonas de vendilhões de Macau em Novembro do ano passado, cujo resultado foi satisfatório, não foi recebido nenhum relatório que indicasse situação de aparelho obsoleto ou envelhecido”, enfatizou.

      As autoridades garantiram que vão acompanhar as obras de reparação das bancas, tendo implementado as medidas de contingência para instalar bancas temporárias nas imediações, para que algumas bancas com condições possam retomar os negócios já no dia seguinte. “Quanto às bancas que não podem voltar a operar recentemente devido a danos de mercadorias, o IAM também realizará a reparação o mais brevemente possível”, pode ler-se no comunicado.

      Segundo noticiou a imprensa chinesa, vários proprietários de bancas queixaram-se que o incêndio causou grandes prejuízos e preveem que será difícil retomar as actividades de venda a curto prazo. Um comerciante relatou ainda que tinha preparado produtos com valor superior a 100 mil patacas para colocar à venda durante o Ano Novo Lunar, e havia dinheiro guardado na banca, que também foi destruído no incêndio.

      Já o presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Vendilhões de Macau, O Cheng Wong lamentou o incidente e o agravamento aos negócios que têm sido difíceis durante os últimos três anos de pandemia. Realçou ainda que os produtos em sete bancas foram totalmente queimados e disse esperar que o IAM disponibilize assistência aos vendedores.