Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, assumiu que, ao entrar no período de transição de controlo epidémico, o foco dos trabalhos antiepidémicos passou da prevenção para o tratamento médico dos infectados, assegurando que Macau “é capaz de lidar eficazmente” com a pandemia. No entanto, o responsável prevê que aumente o número de infectados a necessitarem de cuidados médicos, bem como casos de doença grave e morte.
“O presente surto começou com os casos importados a 28 de Novembro e entrámos no período de transição a 8 de Dezembro. A propagação do vírus na comunidade é uma realidade objectiva, temos de mudar o foco do nosso trabalho relativo à pandemia da prevenção do surto para o tratamento médico. O sector médico deve ajustar a sua mentalidade e o seu modo de acção”, defendeu.
O Conselho para os Assuntos Médicos realizou recentemente a quinta reunião plenária, presidida por Alvis Lo, na qualidade de presidente do Conselho, com a participação de 40 associações.
Na ocasião, o responsável aplaudiu os trabalhos antiepidémicos de Macau nos últimos três anos, no âmbito da política dinâmica de zero casos, o que permitiu que o território se “defendesse com sucesso” contra a estirpe original mais patogénica da Covid-19 e da variante Delta, bem como dado tempo suficiente para que mais de 90% da população recebesse a vacina para melhorar a capacidade de protecção.
Alvis Lo, afirmou dessa forma que Macau “tem condições para seguir o país na adopção de uma resposta alternativa” à pandemia, com a estirpe menos patogénica Ómicron. Salientando os esforços conjuntos do Governo e de sector médico, bem com o apoio e cooperação do público, Alvis Lo garantiu que a RAEM tem capacidade para lidar com eficácia com a pandemia.
De acordo com o responsável, o Governo implementa actualmente o sistema de triagem e gestão por níveis dos infectados, com as medidas incluindo a distribuição de kits antiepidémicos, estabelecimentos de postos comunitários de consulta externa e linhas telefónicas de apoio. Sendo assim, a maioria das pessoas infectadas com sintomas ligeiros ou sem sintomas está a ser isolada em casa, evitando que um grande número de doentes procure tratamento em hospitais.
“Alguns pacientes com necessidades de internamento foram tratados nas instalações isoladas, que ainda estão a ser utilizadas a um ritmo saudável”, realçou o director dos Serviços de Saúde, reiterando, no entanto, que “estima-se que o número de pessoas infectadas com necessidades médicas aumente ainda mais num futuro breve, com a ocorrência de doenças graves e mortes”.
Nesse sentido, Alvis Lo considera que, nesta altura, é importante que as instituições médicas estejam bem preparadas, evitando a infecção simultânea de grande número de profissionais de saúde e a transmissão do vírus dentro das instalações.
As autoridades alertam ainda para que mantenham o funcionamento normal das instalações de cuidados de saúde e o fornecimento de serviços médicos de emergência e essenciais aos infectados.
“O nosso objectivo é, através do ajustamento das políticas, maximizar a mobilização de recursos comunitários de saúde, para que os hospitais e as instituições possam fornecer serviços de saúde adequados e proteger a vida da população”, destacou.
Por outro lado, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus anunciou que, dado que a doença da Covid-19 já se espalhou na comunidade, todas as instalações de cuidados médicos devem atender os pacientes infectados ou casos suspeitos da infecção, quando tiverem necessidade urgente ou essencial de tratamento médico.











