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      Macau segue a China continental e passará a obrigar quarentena de cinco dias

      O período de isolamento para visitantes de países estrangeiros passará de “7+3” para “5+3”; as pessoas não poderão sair de casa ou do hotel durante três dias de acompanhamento. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, sublinhou, uma vez mais, que apesar dos relaxamentos, Macau vai continuar a seguir a política de zero casos imposta pelo país.

      O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus irá continuar a “seguir as medidas de prevenção e controlo adoptadas a nível nacional”, admitiu, na passada sexta-feira, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, em declarações ao canal chinês da TDM – Rádio Macau, no mesmo dia em que o Governo Central anunciou que o período de observação médica para visitantes de países estrangeiros passará de “7+3” para “5+3”. No entanto, as pessoas não poderão sair de casa ou do hotel durante os três dias de autogestão de saúde.

      Elsie Ao Ieong reiterou que Macau vai continuar a seguir a política de zero casos imposta pelo país e, por isso, qualquer alteração ao status quo terá sempre que estar intimamente ligada ao que Pequim decidir.

      A Comissão Nacional de Saúde da República Popular da China fez o aviso “para optimizar ainda mais a prevenção e medidas de controlo da Covid-19”. De acordo com o anunciado, para aqueles que entram no país, a “quarentena centralizada de sete dias mais monitorização de saúde domiciliar de três dias será ajustada para quarentena centralizada de cinco dias mais quarentena domiciliar de três dias”. Contudo, sublinha o Governo Central, “durante os três dias de quarentena domiciliar, as pessoas não poderão sair de casa”.

      No continente o processo passa ainda pela realização de um teste de ácido nucleico no primeiro, segundo, terceiro e quinto dias durante o período de observação médica e também no 1.º e 3.º dias durante os três dias de quarentena domiciliar.Além disso, os viajantes que chegarem à China poderão entrar no país com apenas um teste PCR negativo nas 48h anteriores ao embarque, com o limite para um teste PCR positivo a cair de 40 para 35.

      O período de quarentena centralizada para contactos próximos também é reduzido dos sete a cinco dias anteriores, enquanto contactos próximos de pessoas que estiveram em contacto próximo com um caso positivo de Covid-19 não precisarão mais passar por quarentena e vigilância médica.

      Recorde-se que, na quinta-feira passada, o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC) afirmou que as “medidas preventivas necessárias contra a pandemia não podem ser relaxadas” e que a estratégia ‘zero covid’ deve continuar a ser aplicada “com determinação”, apesar de agora o Governo Central ter decidido relaxado um pouco as restrições ao nível das quarentenas obrigatórias.

      O novo coronavírus “continua a sofrer mutações” e a “pandemia prossegue no mundo”, disse o órgão, na altura, acrescentando que a epidemia pode piorar “no Inverno e na Primavera devido a factores climáticos”.

      As autoridades chinesas vão também abolir à política do circuit breaker, que afectou nos últimos dois anos as ligações aéreas ao país. Esta medida implica que quando são detectados cinco ou mais casos a bordo, a ligação é suspensa por uma semana. Caso haja dez ou mais casos, a ligação é suspensa por um mês.

      Estas mudanças fazem parte de um conjunto de 20 medidas destinadas a redefinir a estratégia chinesa de ‘zero casos’ de Covid-19 e trata-se da revisão mais ampla da abordagem da China.