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      InícioGrande ChinaAdaptação do Marxismo ao contexto chinês e a cooperação para um desenvolvimento...

      Adaptação do Marxismo ao contexto chinês e a cooperação para um desenvolvimento compartilhado são os destaques na cobertura dos media brasileiros sobre o 20.º Congresso Nacional do PCC

      Desde os preparativos à abertura realizada neste último domingo, o 20.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC) tem recebido uma ampla cobertura dos vários tipos de órgãos de comunicação social brasileiros. Da divulgação das informações sobre a estrutura do Congresso à análise da importância política que o mesmo tem para o Brasil e o mundo, uma parte dos órgãos de comunicação no Brasil tem vindo a tentar aproximar o público brasileiro cada vez mais deste importante processo político chinês.

      A adaptação do Marxismo para o contexto chinês, a proposta da China para a criação de um novo modelo de cooperação internacional para um desenvolvimento conjunto compartilhado e as conquistas da nação chinesa nos últimos anos tiveram destaque entre as análises dos jornalistas e especialistas.

      Em dois artigos para o site Jornal GGN, o geógrafo e estudioso do modelo económico e político chinês Elias Jabbour declarou que a adaptação do marxismo à realidade chinesa é a solução para o Partido superar todos os desafios de governança. O responsável salientou ainda que o PCC inaugurou recentemente “a mais avançada engenharia social do mundo”.

      “Quanto mais longe vai progredindo a experiência chinesa, maior o desafio que se coloca a um partido marxista de como exercer o poder político. Os países capitalistas entregam o poder do Estado às classes dominantes, que, por sua vez, transformam o seu poder económico em controlo sobre as massas populares, incluindo a violência policial”, disse Jabbour. Segundo o próprio, o PCC procurou salientar que esse desafio de adaptação do marxismo à realidade chinesa é a única forma de manutenção de poder no sentido de procurar soluções populares a problemas. “A governança chinesa, neste sentido, consolidou uma forma avançada de gerenciamento social e político que se coloca à frente do capitalismo em diversos aspectos”, argumentou Jabbour.

      Conforme o especialista, o desafio da pandemia da COVID-19 exemplifica esta diferença entre a China e muitos países do Ocidente. “O Partido Comunista da China deu prioridade à vida humana em relação à economia. Desta forma, os chineses acabaram por construir a engenharia social mais avançada do mundo que foi capaz de se utilizar para grandes avanços tecnológicos, como a plataforma 5G, a inteligência artificial e o ‘Big Data’, para construir um grande aparato institucional que salvou milhões de vidas no país”, enfatizou.

      Para José Reinaldo Carvalho, colunista do site 247, a visão científica dos comunistas sobre o desenvolvimento histórico e as conquistas rumo ao progresso da construção do socialismo estão vinculadas ao desenvolvimento teórico e ideológico da força de vanguarda.

      Segundo Carvalho, as forças progressistas no mundo têm diante de si desafios que requerem novos e peculiares caminhos, sem adoptar qualquer modelo, ocidental ou oriental. “Decerto, sem dogmatismo nem negacionismo, têm muito a aprender com o Partido Comunista da China. Não há dúvidas de que as resoluções do 20.º Congresso deste partido serão uma inspiração aos que lutam pelo socialismo no mundo”.

      Sobre as conquistas da nação chinesa, a jornalista Iara Vidal da Revista Fórum destaca que entre as tarefas realizadas ao longo desse quinquénio está uma das mais extraordinárias da história recente da humanidade: a erradicação da pobreza extrema durante uma grave crise sanitária, a pandemia da COVID-19.

      “A China neste século XXI, quando começou a traçar os caminhos para um novo tipo de desenvolvimento com mais qualidade, tinha em 2000 um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 959 dólares. Mas em 2022, chegou a 10.500 dólares”, disse Vidal, acrescentando que a China está a iniciar uma nova jornada de desenvolvimento com segurança e qualidade.

      Vidal ainda ressaltou que a China da Nova Era envia um sinal claro e forte ao mundo: objectivo é alcançar a grande revitalização da nação chinesa por meio da modernização com um estilo próprio, ao mesmo tempo que continuará a promover activamente a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade. Assim, a China oferecerá novas oportunidades ao mundo com o novo desenvolvimento do país e contribuirá com sabedoria e força para a paz e o progresso da civilização humana. “A China, pela primeira vez na história da humanidade, avançou a modernização em larga escala de maneira pacífica e não bélica. Abriu possibilidades totalmente novas para o caminho do desenvolvimento humano e injectou continuamente energia positiva no mundo”.

      Num artigo para o jornal Valor, o professor de Direito Internacional e coordenador do Núcleo de Estudos Brasil-China da FGV-Rio, Evandro de Carvalho, disse que diferentemente das primeiras décadas das políticas de reforma e abertura, quando o país se abriu para o capital externo, é a China que agora vai para o mundo com os seus investimentos e com as suas marcas que ganham reconhecimento global.

      “As Iniciativas de Faixa e Rota e da Rota da Seda e da Rota da Seda Marítima do século XXI, visando integrar os mercados da região euroasiática por meio de uma rede de infraestrutura transcontinental, envolvem projectos de cooperação de quase 1 trilião de dólares em investimentos. A América Latina e o Caribe são considerados pelo governo chinês uma extensão natural da Roda da Seda Marítima. O Brasil não participa formalmente nesta iniciativa, diferente da maioria dos seus vizinhos. Por isso, no intuito de fortalecer as relações sino-brasileiras, é crucial acompanhar as decisões do PCC, compreender a China tal como ela é e respeitar as escolhas do povo chinês”, indicou o professor da FGV.

       

      Xinhua

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      Redacção do Ponto Final Macau