Edição do dia

Quarta-feira, 5 de Outubro, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu pouco nublado
30.9 ° C
32.9 °
30.9 °
74 %
4.1kmh
20 %
Qua
31 °
Qui
29 °
Sex
29 °
Sáb
29 °
Dom
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Economia Delapidação da reserva financeira de Macau continua pelo sétimo mês consecutivo

      Delapidação da reserva financeira de Macau continua pelo sétimo mês consecutivo

      Dados divulgados em Boletim Oficial pela Autoridade Monetária de Macau mostram que a reserva financeira da RAEM registou, em Julho, uma queda de 4,33 mil milhões de patacas. No total, a reserva atingiu os 592,9 mil milhões de patacas, o valor mais baixo registado desde Maio de 2020. Ho Iat Seng já avisou que a reserva financeira do território “não é abundante”.

       

      Até Julho, a reserva financeira da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) acumulou um prejuízo de cerca de 17 mil milhões de patacas. Pelo sétimo mês consecutivo, voltou a registar mais uma queda, desta vez no valor de 4,33 mil milhões de patacas, conforme revelou a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) em informação publicada ontem no Boletim Oficial.

      Àquela data, a reserva financeira da RAEM cifrou-se em 592,9 mil milhões de patacas, que representa o valor mais baixo registado desde Maio de 2020, em plena pandemia de Covid-19, altura em que a China continental impôs uma quarentena obrigatória a pessoas vindas de Macau, afectando a principal indústria da cidade e fonte de rendimento da Administração: o jogo.

      Desse valor, a fatia extraordinária foi de 424,8 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau este ano, foi de 185,1 mil milhões de patacas. Recorde-se que a Assembleia Legislativa (AL) aprovou em Julho – numa altura em que Macau sofreu o pior surto de Covid-19 desde o início da pandemia em Fevereiro de 2020 – um aumento do orçamento no valor de 35,1 mil milhões de patacas, utilizando, precisamente, verbas da reserva extraordinária para distribuir apoio financeiro à população.

      A reserva financeira do território, que Ho Iat Seng já avisou “não ser abundante” e, por isso, deve ser usada “com cautela”, é, de acordo com os dados da AMCM, maioritariamente composta por depósitos e contas correntes no valor de 264,7 mil milhões de patacas, títulos de crédito no montante de 153,1 mil milhões de patacas e até 175 mil milhões de patacas em investimentos subcontratados.

      Apesar da crise económica criada pelas restrições causadas pela pandemia de Covid-19, a reserva financeira da RAEM conseguiu engordar em 2020 e 2021, ainda que o Governo tenha usado mais de 90 mil milhões de patacas no orçamento para suportar despesas extraordinárias que resultaram de um plano de ajuda à população e às pequenas e médias empresas.

      Só este ano, as autoridades já concederam mais de 15 mil milhões de patacas à população, ao abrigo do plano de comparticipação pecuniária e do programa de “apoio pecuniário a trabalhadores, profissionais liberais e operadores de estabelecimentos comerciais” aprovado no passado mês de Julho.

      No início deste mês, o Governo Central prometeu que vai lançar medidas de apoio a Macau para que a região administrativa especial possa fazer face às dificuldades que tem encontrado ao enfrentar a pandemia de Covid-19, muito por culpa da falta de diversificação económica. No entanto, Xia Baolong, chefe do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado, sublinhou que as dificuldades só serão superadas se “todos os residentes de Macau trabalharem juntos”.