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      Governo vai adquirir vacinas contra varíola dos macacos, mas a vacinação não será para todos  

      O director dos Serviços de Saúde anunciou a aquisição de vacinas contra a varíola dos macacos e está actualmente a negociar com o fornecedor de vacinas sobre o número de doses para encomendar. Alvis Lo adiantou que a vacinação desta vez não será para toda a população, incluindo, para já, os jovens que não são imunes à varíola e pessoal médico. Recorde-se que, após Hong Kong ter registado o primeiro caso importado, foi confirmado na sexta-feira um caso importado da varíola dos macacos no interior da China.

       

      Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) vão adquirir vacinas contra a varíola dos macacos, estando o organismo a estudar a necessidade do território para as vacinas, o número que será encomendado e o grupo-alvo da vacinação. A informação foi revelada pelo director dos SSM, Alvis Lo, que admitiu que estão a negociar com o fornecedor de vacinas, e que o processo de aquisição está a “decorrer suavemente”.

      Ao contrário da vacinação contra a Covid-19, a administração das vacinas contra a varíola dos macacos não vai abranger toda a população. Neste caso, Alvis Lo apontou que a Organização Mundial da Saúde não recomenda uma vacinação universal dessa doença infecciosa, visto que muitos cidadãos de Macau já têm imunidade contra a varíola.

      “Os residentes de Macau com idade igual ou superior a 40 anos estão basicamente vacinados contra a varíola, a vacina da varíola pode produzir um efeito de protecção cruzada com a varíola dos macacos”, explicou, citado pela emissora da Rádio Macau em língua chinesa.

      Alvis Lo assumiu que os grupos de alto risco não são as pessoas com maior idade, mas “os jovens e as pessoas que praticam actividades especiais de alto risco que podem levar à infecção facilmente, incluindo o pessoal médico que eventualmente cuida de pacientes com varíola dos macacos”. Nesse sentido, os SSM já criaram uma equipa de especialistas para análise e criação de uma lista de grupos-chaves para vacinação.

      A Organização Mundial da Saúde começou a receber, em Maio, casos de varíola dos macacos em alguns países, incluindo alguns da Europa e América do Norte. Em Julho, o organismo declarou o surto da varíola dos macacos uma emergência de saúde pública de interesses internacionais. As autoridades locais aprovaram também em Julho a classificação da varíola dos macacos como doença transmissível legal, integrada na lista de doenças do grupo II da RAEM.

      O director dos SSM salientou, entretanto, que a prioridade nesta fase é a prevenção da doença. “Os infectados da varíola dos macacos terão febre e sintomas cutâneos claros, o período de incubação é de uma a duas semanas. O mais importante é reforçar o conhecimento do pessoal médico da linha da frente sobre os casos do género. É preciso identificar precocemente os casos entre aqueles que chegam a Macau de zonas de alto risco, isolá-los e reduzir o risco de importação da doença”, garantiu Alvis Lo.

      Recorde-se que Hong Kong registou há duas semanas o primeiro caso importado da varíola dos macacos. As autoridades chinesas receberam na passada sexta-feira a notificação de um caso importado em Chongqing. A infecção foi descoberta durante o período da observação médica do paciente, pelo que as autoridades de saúde do Continente garantiram que não há risco de transmissão na comunidade.

      Os SSM lançaram anteriormente um apelo à prevenção da varíola dos macacos, salientando que a doença é transmitida aos seres humanos através do contacto próximo com pessoas ou animais infectados ou materiais contaminados com o vírus, tais como lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e roupa de cama. “Os casos mais recentes da varíola dos macacos em todo o mundo têm sido associados aos actos homossexuais masculinos”, indicou o organismo.

      O período de incubação da varíola dos macacos é normalmente de seis a 13 dias, mas pode ser de cinco a 21 dias. Os seus sintomas clínicos incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, dores nas costas, gânglios linfáticos inchados, arrepios e fadiga, sendo que a maioria dos doentes desenvolve erupção cutânea semelhante à varicela e recupera espontaneamente, entre 14 a 21 dias.

      Por outro lado, as autoridades sanitárias também estão a rever o Plano de resposta de emergência para a situação epidémica da COVID-19 em grande escala. O director dos SSM frisou que está actualmente a recolher as opiniões dos diversos departamentos, nomeadamente os desafios no combate do surto epidémico em Junho e as sugestões de optimização, esperando que o novo plano esteja mais actualizado e em conformidade com as novas orientações nacionais e a situação prática de Macau.

       

      PONTO FINAL