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      Volume de entregas de comida disparou devido às restrições pandémicas

      Ao contrário de outros sectores comerciais que estão a sofrer elevados prejuízos no seu negócio devido ao surto pandémico, as plataformas de entrega de comidas registaram recentemente um aumento de pedidos até 30%. A subida deveu-se à proibição de utilizar o espaço interior dos restaurantes e às directrizes para a população permanecer em casa. Um dos operadores revelou que o número de encomendas pode atingir 40 mil pedidos por dia.

       

      O número de encomendas de comida nas plataformas de ‘takeaway’ tem vindo a aumentar durante o mais recente surto de Covid-19 no território, dado que os estabelecimentos de restauração estão proibidos de prestar serviços no interior dos seus espaços, e ainda porque os cidadãos são obrigados a permanecer em casa, salvo por motivos de trabalhos necessário ou para compra de bens essenciais.

      Segundo indicaram duas plataformas locais de entrega de comida, desde meados do mês passado, no início do surto comunitário, o volume de pedidos subiu 20% a 30%, garantindo, no entanto, ter funcionários suficientes para lidar com o acréscimo de serviços.

      Um dos operadores de entrega de comida revelou ao Jornal Ou Mun que, anteriormente, a média diária de encomendas da plataforma era de cerca de 30 mil pedidos, tendo o número actual aumentado para entre 35 mil a 40 mil por dia.

      O responsável salientou que a empresa contratou mais de mil motoristas e cada funcionário pode distribuir cerca de 40 pedidos de entrega todos os dias. Uma vez que o tempo de entrega depende muito da velocidade dos cozinheiros dos restaurantes e das condições do tráfego rodoviário, acredita-se que a celeridade de entrega pode ainda ser melhorada nestes dias por Macau estar num estado de confinamento parcial, fazendo com que o fluxo de veículos e pessoas seja ainda mais reduzido.

      Destacando que foi estipulado que os motoristas precisam de ter o Código Saúde verde para poderem ir trabalhar, o operador assegurou que, excluindo os trabalhadores que moram nas zonas vermelhas ou amarelas, a mão-de-obra restante ainda pode atender às necessidades dos consumidores.

      A empresa mostrou a intenção de contratar mais pessoas, contudo, não há muitos candidatos, tendo em consideração que se trata de um trabalho de alto risco durante a persistência da pandemia. Entretanto, a empresa garantiu que tem fornecido aos motoristas protecção antiepidémica suficiente, incluindo máscaras e produtos para desinfecção de equipamentos e veículos.

      Já a outra plataforma de entrega adiantou que o número de encomendas continua a subir devido às restrições cada vez mais rígidas, registando-se uma subida de 20% no volume de negócio diário. Esta plataforma possui igualmente cerca de mil motoristas, incluindo funcionários em tempo integral e ‘part-time’ para satisfazer a procura de serviços.

      Recorde-se que o Chefe do Executivo anunciou no dia 23 do mês passado a suspensão da prestação dos serviços dos restaurantes, estabelecimentos de bebidas e estabelecimentos de comidas para o consumo de alimentos e bebidas no interior dos respectivos espaços, sendo mantida apenas a prestação dos serviços de ‘takeaway’. Com o apelo do Governo à população para ficarem em casa, e o facto de mais pessoas terem sido enviadas para os hotéis de observação médica, existem cada vez mais cidadãos a pedir a entrega de comida ao domicílio.

      Juntamente com a ordem do confinamento parcial e permanência no domicílio, a população prefere não arriscar, optando por pedir a refeição através dessas plataformas no seu telemóvel.

      Entrevistado pelo mesmo jornal, um motorista que faz entregas de comida destacou que o número de pedidos que recebe diariamente é muito variável, portanto, o rendimento diário é relativamente flutuante. Além de pagar o combustível para os veículos, os funcionários de entregas precisam de assumir o custo da manutenção das viaturas e risco de eventuais acidentes rodoviários, falha de entrega de alimentos e reembolso de pedidos por parte de clientes.

      Outro motorista do sector admitiu que tem receio de infecção durante o trabalho, mas “está mais preocupado com a perda de emprego”, considerando que o teste de ácido nucleico diário obrigatório para o sector e a medida de entrega sem contacto podem assegurar mais segurança aos trabalhadores.

      Nesse aspecto, a Federação das Associações dos Operários de Macau pediu aos operadores para disponibilizar aos motoristas mais equipamentos de prevenção da epidemia para proteger a sua saúde. Num comunicado divulgado pela associação, é sublinhado que as empresas devem reforçar a desinfecção dos locais de descanso e dos veículos dos funcionários, fornecendo gratuitamente desinfectantes e máscaras para trocarem com frequência.

       

      PONTO FINAL