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      Deputado pede organização de abastecimento de materiais e prestação de assistência urgente

      Estando atento à possível suspensão total de actividades na comunidade, Leong Sun Iok solicita um plano de contingência de abastecimento de materiais necessários e prestação de assistência urgente, de forma a evitar o pânico da sociedade. O deputado pede mais atenção ao impacto pandémico relativamente aos funcionários, particularmente os do sector de jogo, sugerindo ainda a distribuição contínua de materiais antipandémicos gratuitos.

       

      Leong Sun Iok voltou a pedir mais ajuda para os residentes na sequência da persistência do surto comunitário de Covid-19. Além dos apoios financeiros já anunciados, o deputado exorta o Governo a fazer um plano de contingência em relação a um eventual confinamento da cidade, pedindo ainda a distribuição ao público de mais materiais antipandémicos gratuitos.

      De acordo com declarações publicadas pelo Jornal Ou Mun, o deputado indicou que o presente surto é o maior, mais influente e mais desafiador evento de saúde pública desde o início da pandemia em Macau, pelo que a sociedade deve lidar com a situação com grande seriedade.

      Na perspectiva de Leong Sun Iok, é quase impossível a RAEM alcançar o objectivo de ‘zero casos’ em curto tempo, tendo em consideração que “a maior dificuldade é que a sociedade ainda está com muitos movimentos de pessoas. “Os serviços da administração pública, os bancos e as instituições corporativas retomaram esta semana as suas operações, mesmo que sejam limitadas, para responder às necessidades dos cidadãos. Nas ruas e zonas de lazer ainda se verificam muitas multidões”, alertou.

      O deputado associado à direcção da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) notou que muitos cidadãos sugeriram o encerramento de todos os locais que não sejam necessários para a subsistência da vida diária devido ao aumento de casos confirmados na comunidade.

      “O Governo deve considerar cuidadosamente e fazer planos antes de tomar decisões. Se decidir implementar o confinamento, deve ponderar particularmente o fornecimento e aquisição de materiais necessários e a prestação de assistência urgente, devendo ser capaz de responder às necessidades sociais e reduzir o pânico e o caos”, salientou.

      Neste caso, Leong Sun Iok apontou que a situação dos empregadores também deve exigir ponderação para um eventual confinamento, uma vez que está relacionada com o interesse de trabalhadores. Segundo o também presidente da associação Macau Casa dos Trabalhadores da Indústria de Jogo, algumas empresas permitem aos funcionários entrarem numa licença semi-remunerada, mas essa política não é aplicada a todas as operadoras de jogo.

      Caso suspendam as actividades nas instalações das concessionárias, os funcionários têm receio de ficar sem rendimento para sustentar a vida, apontou o deputado. “A escala da infecção está cada vez maior. Foram encontrados 13 casos no Hotel Grand Lisboa e o local foi encerrado e selado. Os funcionários das diversas empresas de jogo foram sucessivamente colocados em observação médica, ou ficaram com Código de Saúde vermelho ou amarelo, e não puderam ir trabalhar. A política das operadoras é diversa, apelo às empresas para terem em consideração e assistência aos trabalhadores afectados pelo surto por motivos de força maior”, frisou.

      Além disso, o legislador aplaude a medida de distribuição de kits de teste rápido de antigénio e máscaras do tipo KN95 nas últimas rondas de testagem em massa.

      Considerando que as autoridades ou certas instituições estão a fornecer gratuitamente equipamentos antiepidémicos e materiais de testes para funcionários de determinadas indústrias, Leong Sun Iok recomenda que o Governo distribua estes materiais adicionais durante os testes em massa com o intuito de “aumentar a capacidade dos residentes na prevenção epidémica” e “permitir que os cidadãos economizem as despesas e reduzam a necessidade de deslocação na cidade”.

      O vice-presidente da FAOM, por outro lado, disse que há cada vez mais pessoas com Código de Saúde vermelho ou amarelo, o que impõe restrições nas viagens, vida e trabalho. “A carência de informação e ajuda suficiente deixa-os perturbados e com ansiedade”, disse o deputado, solicitando que o Executivo envie mais pessoal para atender às linhas de apoio e diminuir o impacto sobre o grupo.

      Diante o actual estado social de Macau, Leong Sun Iok propõe que o Governo considere pedir mais assistência do interior da China para acelerar o processo de tratamento durante a pandemia, de modo a descobrir com celeridade os casos ocultos na comunidade.

       

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