Relativamente à nova ronda de medidas de assistência económica que o Governo decidiu lançar após o surto de Covid-19 na comunidade, a Associação Comercial de Macau considerou que os apoios sãooportunos e irão estabilizar a confiança do mercado. Chui Sai Cheong, presidente da associação, espera que as medidas possam abranger ainda mais sectores e profissionais liberais locais.
A Associação Comercial de Macau elogiou o lançamento de novas medidas de assistência económica, que foi anunciadopelo Governo no passado domingo, expressando o seu apoio a esta tomada de acção “oportuna e necessária”, considerando que as medidas irão ajudar a “acalmar a população” nos tempos difíceis.
De acordo com o presidente da associação, Chui Sai Cheong, o presente surto da pandemia “deu inevitavelmente mais uma pancada no ambiente empresarial”, uma vez que está em recuperação gradual e muitas actividades comerciais têm de estar suspensas devido ao reforço da prevenção pandémica.
“O ambiente económico este ano não é optimista. Tanto o Governo, como o público e o sector empresarial, estão todos a enfrentar mais dificuldades e desafios. O impacto epidémico continua, o Executivo afirmou ainda que vai baixar a estimativa de receitas de jogo. A terceira ronda do Plano de benefícios de consumo acabou por ser lançada e o mercado de consumo recebeu um estímulo recente. Mas muitas marcações de restaurantes no Dia do Pai foram canceladas”, lamentou.
Citado pelo Jornal Ou Mun, a associação reconheceu que as autoridades tomaram atempadamente medidas de apoio, num contexto em que a situação da epidemia e a recuperação económica estão instáveis, para responder à necessidade da população e ajudar a estabilizar a confiança do mercado.
“Na actual conjuntura económica, para estabilizar os fundamentos da economia, a chave é manter a confiança do público e das empresas, nomeadamente as pequenas e médias empresas (PME), no mercado local”, destacou Chui Sai Cheong.
Recorde-se que, face a este surto da pandemia marcado na madrugada do passado domingo com a detecção de casos positivos de Covid-19 na comunidade, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, anunciou um novo pacote de sete medidas de assistência económica, cujo orçamento para a implementação é de cerca de 10 mil milhões de patacas.
As medidas compreendem a devolução da contribuição predial relativa aos estabelecimentos industriais e comerciais; a isenção de todos os impostos de turismo; a devolução do imposto de circulação do veículo comercial; a isenção ou devolução do pagamento da licença administrativa e das respectivas taxas; o subsídio para combustível do sector de táxis; uma nova ronda do Plano de apoio pecuniário aos trabalhadores, aos profissionais liberais e aos operadores de estabelecimentos comerciais e o lançamento de Plano de Bonificação de Juros de Créditos Bancários para as Empresas.
O Governo lançou, no final do ano passado, o plano de apoio aos trabalhadores locais com receita laboral relativamente baixa e aos profissionais liberais com uma atribuição de subsídio de 10 mil patacas, bem como aos operadores de estabelecimentos comerciais, com um montante de apoio no mínimo de 10 mil patacas por pessoa, e no máximo de 200 mil patacas por pessoa. Naquela altura, o plano estava previsto para beneficiar mais de 116 mil residentes.
O secretário garantiu no domingo que, quanto às medidas de reembolso de empréstimos para as PME, nomeadamente o pagamento de juros com suspensão da amortização do capital, já foram notificadas as instituições financeiras para adiar as mesmas até ao final do próximo ano.
Neste caso, Chui Sai Cheong admitiu que, dependendo da evolução pandémica em Macau, poderá ser indispensável que o Governo implemente ainda mais apoios financeiros às PME a fim de dar impulso à retoma económica. O também deputadoespera que as autoridades realizem uma avaliação da eficácia das medidas de apoio para empresas e residentes, e ponderem alargar a abrangência de beneficentes a mais sectores e profissionais liberais, de modo a ajudá-los a ultrapassar estestempos difíceis.
Acrescentou ainda que as autoridades mencionaram que planeiam lançar programas de promoção do consumo em colaboração com associações comerciais locais após a pandemia, e Chui Sai Cheong assegurou que a Associação Comercial de Macau irá definitivamente apoiar e cooperar com os programas para promover a revitalização económica e manter a resiliência do mercado local.
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