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      InícioSociedadeEdifício inacabado da Calçada do Gaio vai manter altura actual

      Edifício inacabado da Calçada do Gaio vai manter altura actual

      Foi apresentado ontem o novo projecto para o edifício inacabado da Calçada do Gaio. O novo ‘design’ confirma que o edifício vai manter a altura actual de 81 metros, ao contrário dos 126 pensados originalmente. Na reunião de ontem do Conselho do Património Cultural ficou também a saber-se que serão usados materiais que protejam a integridade da vista para o Farol da Guia. Desta forma, o edifício deverá satisfazer os requisitos da UNESCO.

       

      O Instituto Cultural (IC) apresentou ontem os detalhes do edifício inacabado da Calçada do Gaio, cujas obras estão paradas desde 2008. O novo projecto prevê que a altura do edifício se mantenha nos 81 metros e que sejam utilizados materiais que minimizem o impacto da vista para o Farol da Guia. Na reunião de ontem do Conselho do Património Cultural, os membros deram luz verde à nova proposta.

      A construção do edifício começou em 2006 e teve de ser parada em 2008, devido a um despacho do Chefe do Executivo que definia quotas altimétricas para os edifícios em redor do Farol da Guia, de forma a preservar a paisagem. Originalmente, a ideia era que o prédio, de natureza comercial, tivesse 36 andares e 126 metros de altura. Actualmente, o prédio tem, então, 19 pisos construídos e uma altura de 81 metros.

      A situação provocou críticas e o Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia enviou várias cartas à UNESCO para pedir que a integridade visual para o farol fosse assegurada. O grupo pedia que a altura do edifício da Calçada do Gaio fosse de apenas 52,5 metros.

      Na reunião plenária do Conselho do Património Cultural, Choi Kin Long, representante do IC, indicou que o prédio vai manter a altura actual, com 81 metros e 19 andares. O telhado projectado originalmente vai ser transformado num telhado plano e será usado vidro transparente no topo do edifício.

      “A construção da obra do prédio exterior e a decoração do interior, sem alterar altura actual, não prejudicará fundamentalmente o valor do centro histórico de Macau”, afirmou Choi Kin Long, acrescentando que “o IC considera que a proposta actual já satisfaz todos os requisitos da UNESCO”. Leong Wai Man, presidente do IC, sublinhou que, assim, “ficam satisfeitos os requisitos da UNESCO”. A responsável não adiantou uma data para o recomeço dos trabalhos de construção.

       

      OBRAS EM LAI CHI VUN COMEÇAM EM BREVE

       

      Leong Wai Man adiantou também que as obras de renovação e dinamização dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun, em Coloane, vão começar “em breve”. Em Setembro de 2020, o IC apresentou o plano de revitalização dos Estaleiros Navais, que tem como objectivo a construção de espaços recreativos para os cidadãos, incluindo feiras culturais e criativas, uma praça de lazer, um espaço multiusos e uma sala de exposições de fabrico de cal. Em causa estão cinco áreas que envolvem 4.600 metros quadrados.

      Os números X13 e X14 serão integralmente reconstruídos devido ao seu estado de degradação. As construções originais são de madeira, mas na renovação dos espaços será usado aço. Já os números X12 e X15 vão manter-se ao ar livre. “Após renovação vamos ter restaurantes, espaços ao ar livre, zona de exposição, feira de artesanato e informações sobre cultura dos estaleiros e navios”, frisou a presidente do IC, revelando que o orçamento para as obras é de 42 milhões de patacas.

       

      PONTO FINAL