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      PME: Pedidos de empréstimo durante a pandemia foram superiores ao total da última década

      O número de pedidos nos planos de empréstimo para as Pequenas e Médias Empresas de 2020 até agora registou um valor ainda mais elevado ao número acumulado na última década antes da pandemia. Segundo as autoridades, foram registadas mais de 800 candidaturas nos dois planos de garantia de créditos às PME desde o início da pandemia. No entanto, o número médio de pedidos efectuados não chegou a 100 por ano antes de 2020.

       

      O número de pedidos de empréstimo para pequenas e médias empresas (PME) disparou desde que os negócios locais foram afectados pelo surto epidémico, tendo já ultrapassado o volume acumulado de candidaturas recebidas por parte do Governo nos últimos dez anos antes da pandemia. Os dados foram avançados pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) em resposta a uma interpelação escrita do deputado Zheng Anting.

      De acordo com os dados revelados na resposta, entre o ano de 2020 e 21 de Abril deste ano, as autoridades receberam um total de 820 candidaturas para o Plano de Garantia de Créditos a Pequenas e Médias Empresas, e 11 candidaturas para o Plano de Garantia de Créditos a Pequenas e Médias Empresas destinados a Projecto Específico.

      Esses dois planos foram lançados em 2003 e destinados a apoiar as PME na obtenção de financiamentos bancários através da prestação de garantia de créditos, sendo que um dos planos concede, a cada empresa beneficiária, uma garantia de 70% de crédito bancário por si solicitada, enquanto o outro presta uma garantia bancária de créditos até 100% para desenvolver projectos específicos.

      Analisando os dados estatísticos da DSEDT, o número registado desde o ano anterior em relação ao Plano de Garantia de Créditos a PME superou o número registado entre 2003 e 2019, com um total de 799 pedidos apresentados.

      Apesar do número de candidaturas não ter sido exposto em detalhes em cada ano pelas autoridades, constatou-se que o volume médio anual de pedidos, para os dois planos, nunca excedeu os 100 pedidos. Segundo o organismo, desde 2020 até ao momento, 621 candidaturas nos dois planos de empréstimo foram apreciadas, sendo que 15% delas foram aprovadas e autorizadas a concessão de apoio financeiro, e 16% foram indeferidas, enquanto que as candidaturas desistidas representam 69% do total.

      “Uma vez que o valor médio do empréstimo envolvido nos planos de garantia de crédito atinge milhões de patacas, o processo de avaliação de pedidos deve ser rigoroso e prudente. Em particular, os requerentes são obrigados a apresentar documentos comprovativos suficientes para comprovar que possuem a devida capacidade de endividamento e de reembolso, a fim de evitar dívidas excessivas por parte de empresas”, sublinhou a DSEDT.

      Recorde-se que o Plano de Garantia de Créditos às PME já atribuiu, desde o início do seu lançamento até 2021, um montante aprovado em 1.465.691,826 patacas, e cerca de 137 milhões de patacas foram concedidas durante a pandemia. Já o valor total de empréstimos no Plano de Garantia de Créditos às PME destinados a Projecto Específico atingiu mais de 55 milhões de patacas no mesmo período.

      Citando os dados sobre a distribuição dos montantes aprovados nas actividades económicas ao longo da implementação dos planos, as sessões de construção e obras públicas (24,3%) e de comércio a retalho (17,9%) lideram a percentagem envolvida no Plano de Garantia de Créditos às PME, com um valor concedido de 356 milhões de patacas e 261 milhões de patacas, respectivamente.

      A indústria de comércio a retalho foi também o sector representativo nos pedidos de empréstimos para projectos específicos, ocupando 22,3% dos montantes aprovados, seguindo-se comércio por grosso (14%) e indústrias do papel, artes gráficas e edição de publicações (11,1%).

      Neste âmbito, a DSEDT recordou que em 2017 o Governo da RAEM já tinha procedido à alteração do regulamento administrativo para facilitar o procedimento de aprovação do Plano de Garantia de Créditos às PME, para que as empresas locais pudessem obter financiamento o mais rápido possível.

      Além disso, para optimizar as políticas de apoio às empresas locais e ao empreendedorismo juvenil, a DSEDT adiantou que estão actualmente a rever a eficácia e conteúdo do Plano de Apoio a Jovens Empreendedores. “Vai ser estudada a viabilidade de alargar essas medidas de apoio à Grande Baía, e à Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin em particular”, afirmou o organismo.

       

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