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      Portugal com hipóteses de integrar plano experimental de abertura  

      Com cerca de 93% da população vacinada, o país luso é um dos países em estudo para integrar um plano piloto de abertura a estrangeiros. A afirmação foi proferida pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura Elsie Ao Ieong, à margem da sessão de esclarecimento sobre o plano de resposta de emergência para a situação epidémica da Covid-19 em grande escala, realizada no Dome.

       

      À margem da sessão de esclarecimento sobre o plano de resposta de emergência para a situação epidémica da Covid-19 em grande escala, que teve lugar ontem na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura admitiu que Portugal é um dos países ou regiões que deverá integrar um plano experimental na forja, no qual o Governo pretende permitir a entrada de estrangeiros em Macau, entre outras benesses.

      Sem se alongar sobre que benesses são essas, Elsie Ao Ieong explicou que o Governo está ainda em fase de estudo para determinar que países podem merecer tal atenção por parte de Macau. “Estamos a estudar a situação para determinar quais são os países ponderáveis [para este plano]. É claro que deve ter uma relação estreita com Macau. Por exemplo, muitas famílias daqueles países que estão em Macau ou vice-versa. Alguns estudantes que estão a estudar daquele país ou vice-versa. Esses tipos de países vão estar na lista preliminar para servir como referência”, referiu Elsie Ao Ieong, admitindo, com um sorriso depois da insistência do jornalista, que “Portugal é alvo de estudo” do programa.

      Naturalmente, reiterou a governante, estes cenários de alívio de restrições só avançam se a RAEM conseguir, como até aqui tem feito, controlar a situação pandémica. Excluindo a dose de reforço, Portugal é o 9.º país com a maior taxa de vacinação por 100 habitantes do mundo. Recorde-se que está em curso um plano, também experimental, que permitirá a entrada a trabalhadores domésticos oriundos das Filipinas e a professores vindos do estrangeiro.

      Elsie Ao Ieong lembrou ainda que o Governo da RAEM “tem vindo a persistir na estratégia de prevenir casos importados, evitar o ressurgimento de casos internos” e na implementação de uma política de “meta dinâmica de infecção zero”. “A variante Ómicron é altamente contagiosa e rápida. Se ocorrer uma transmissão comunitária, o número de infectados irá aumentar drasticamente, e com o aumento significativo do número de infectados, em consequência irão aumentar os casos graves e mortais”, constatou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, acrescentando que o Executivo tem como referência “a experiência das regiões de Hong Kong, Xangai, Taiwan, entre outras”.

      A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura disse ainda, em resposta a uma pergunta lançada por um jornalista de língua portuguesa, que o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) vai garantir a segurança dos animais de estimação dos residentes que venham a ser infectados com Covid-19, e que tenham de fazer tratamento ou quarentena. “No último mês, tivemos reuniões e o IAM levantou essa questão. Disseram-nos que vão providenciar uns hotéis para esses animais de estimação para servir como local de quarentena”, confirmou Elsie Ao Ieong.

       

      “Trabalhos relacionados com a Covid-19 são como videojogos, é por etapas”

       

      A afirmação é da autoria do director dos Serviços de Saúde quando, durante a sessão de esclarecimento sobre o plano de resposta de emergência para a situação epidémica da Covid-19 em grande escala, fez uso da palavra para explicar que a política de zero casos é para manter, mas que é difícil mantê-la. “Casos em Macau é uma questão de tempo. Não podemos garantir, ninguém pode, que não haja casos em Macau, por isso temos de estar preparados. Estes trabalhos relacionados com a Covid-19 são como videojogos, é por etapas”, afirmou Alvis Lo.

      O mesmo responsável voltou a assumir que Macau carece de recursos humanos na área da saúde, pelo que não enjeita qualquer pedido de apoio a Pequim. “Precisamos de recursos humanos. As pessoas têm de estar disponíveis, como tal não devemos hesitar em pedir apoio ao Governo Central”, constatou.

      A fraca taxa de vacinação entre idosos continua a preocupar as autoridades. Desta vez foi o presidente do Instituto de Acção Social (IAS) que referiu esse aspecto. Hon Wai considerou os resultados aquém do espectável apesar dos esforços realizados junto dos lares de idosos. “Os nossos trabalhadores esforçaram-se bastante, telefonaram aos idosos para que se vacinassem. Todos os dias contactavam os idosos para ver se iam vacinar-se. Nos lares, a taxa de vacinação já é de 83%, o que representa mais de 1700 idosos vacinados. Contudo, em relação aos idosos em geral ainda não temos uma taxa de vacinação satisfatória”, desabafou o responsável.

      Quem também falou na sessão de esclarecimento foi o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Kong Chi Meng congratulou-se por a taxa de vacinação dos três aos 11 anos estar a rondar os 75%. “Já organizámos mais de 100 sessões de esclarecimentos com pais e crianças”, divulgou o responsável, que reforçou o papel das escolas em possíveis testes em massa. “Precisamos de mais escolas a colaborar fornecendo os seus recintos. Precisamos desses recintos e os professores a participar nas testagens em massa para que no futuro consigamos concluir o processo num dia”.

       

      PONTO FINAL