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      Residente terá sido burlado em 168 mil patacas com alegado pedido de visto e projecto de investimento

      A Polícia Judiciária deteve um homem por suspeitas de ter burlado um residente em 168 mil patacas. De acordo com as informações divulgadas, a burla decorreu sob o pretexto de ajudar a pedir autorização de visto de negócios para dois amigos do lesado no Continente virem para Macau, bem como de um alegado investimento num projecto em Sanya. O detido admitiu ter defraudado o residente devido à perda nas apostas.

      Através de esquemas de visto de negócios para entrada na RAEM e investimento num clube na cidade Sanya, um homem de 36 anos, oriundo do interior da China, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de burla contra um residente em 168 mil patacas.

      A denúncia foi apresentada às autoridades há mais de um ano, tendo o suspeito sido interceptado só na passada segunda-feira, quando entrou em Macau, através do posto fronteiriço nas Portas do Cerco.

      Segundo relato, o queixoso conheceu o suspeito em 2019 quando estava a trabalhar numa loja de relógios. Depois de se terem tornado amigos, o indivíduo ficou a saber que dois amigos da vítima, que se encontravam na China Continental, não podiam vir para Macau, por não terem tido sucesso aopedir autorização para a deslocação por causa da pandemia.

      Nesse sentido, o homem terá alegado ao residente que um conhecido dele, que operava uma empresa de construção em Shenzhen, podia conceder-lhe duas quotas de visto de negócios, auxiliando também nos pedidos de autorização dos amigos do residente.

      Os custos de ajudar a pedir os vistos foram, de acordo com a PJ, 36 mil renminbis por cada um, e a vítima teria de pagarcom antecedência 70% do preço, ou seja, um total de 50 mil renminbis, pela caução dos dois pedidos de visto.

      Convencido pela proposta, o residente acabou por efectuar a transferência do montante, e o suspeito também lhe encaminhou posteriormente uma imagem a mostrar que os pedidos tinham sido realizados, para que o lesado liquidasse o resto pagamento.

      Ao mesmo tempo, o indivíduo alegou ainda que “tinha maneira de participar num investimento” num projecto de um clube a ser construído na cidade Sanya, na província de Hainão, que seria dedicado ao aluguer de iates e helicópteros. O residente achou o negócio lucrativo, pelo que transferiu 65 mil renminbis como capital de investimento, segundo a PJ.

      Em meados de Fevereiro do ano passado, uma vez que os amigos do lesado ainda não tinham recebido o visto, e não tiveram mais detalhes sobre o projecto de investimento, o queixoso voltou a falar com o indivíduo, mas descobriu que já tinha sido bloqueado. Decidiu, portanto, pedir ajuda às autoridades policiais.

      A PJ detectou mais tarde que o homem já tinha saído de Macau depois do sucedido. Foi confirmado também pelas autoridades do interior da China que não existiam tais pedidos de visto comercial apresentados em nome dos amigos do residente. Após ter sido detido, o suspeito admitiu à polícia que tinha praticado o crime, uma vez que queria recuperar odinheiro que tinha gasto em apostas.

      O caso foi transferido ao Ministério Público na segunda-feira com possíveis acusações de crime de burla de valor consideravelmente elevado.

      Num outro caso, a PJ recebeu mais uma queixa de burla online que lesou uma mulher do Continente em 15 mil renminbis. Segundo as autoridades, a vítima pretendia vender roupas numa plataforma online, e chegou a encontrar um cliente que ia comprar uma peça por 85 renminbis, e prometeu que ia proceder ao pagamento através da mesma plataforma.

      Contudo, passado algum tempo, a vítima descobriu que não tinha recebido ainda nenhum pagamento e foi-lhe dito que “houve problemas de transacção de dinheiro” por parte do cliente, que enviou posteriormente um link de uma outra plataforma para a transferência de dinheiro.

      De acordo com a polícia, um alegado funcionário de serviço de apoio ao cliente exigiu à vítima que pagasse 15 mil para poder receber dinheiro de outrem nessa plataforma, e a mulher acabou por aceitar o pagamento, e só se apercebeu posteriormente que se tratava de uma burla.

      PONTO FINAL