A Universidade de Macau continua a marcar pontos na luta contra o cancro. Uma equipa de investigação liderada por Dai Yunlu, professor assistente da Faculdade de Ciências da Saúde (FHS) da Universidade de Macau (UM), desenvolveu com sucesso uma série de novas nanopartículas fenólicas metálicas para aumentar a eficácia terapêutica de vários tratamentos contra o cancro. Os resultados da pesquisa foram publicados nas revistas Journal of the American Chemical Society, Angewandte Chemie International Edition, Advanced Functional Materials e Nano Today, anunciou ontem a instituição de ensino superior em comunicado de imprensa. Neste estudo, a equipa de cientistas modificou moléculas funcionais com polifenóis para desenvolver módulos derivados de polifenóis multifuncionais que poderiam fornecer novas estratégias terapêuticas contra o cancro
No microambiente tumoral, a expressão transicional na superfície dos exossomos leva à falha imunoterapêutica. A equipa de investigadores conseguiu construir a fototerapia com nanopartículas fenólicas metálicas, que em combinação com terapia fototérmica e ferroptose podem aumentar a morte imunogénica de tumores e estimular os efeitos imunológicos antitumorais. Os cientistas desenvolveram um nanosensibilizador de polifenol metálico carregando um doador de sulfeto de hidrogénio com um polímero anfifílico e quelando um polímero semicondutor de polifenol com háfnio para alcançar o desempenho de imagem do infravermelho e realizar a integração do diagnóstico e do tratamento. “O nanossensibilizador produz uma dose razoável de sulfeto de hidrogénio, que inibe a respiração mitocondrial e reduz o consumo de oxigénio das células tumorais, melhorando efectivamente a oxigenação das células tumorais”, pode ler-se nas conclusões da investigação.
Actualmente, referem os cientistas, a aplicação do háfnio como sensibilizador para radioterapia entrou em ensaios clínicos, mas a tolerância à radioterapia ainda é um problema a ser resolvido. Por isso, a equipa da UM construiu outra rede de háfnio para alcançar uma tripla morte na terapia tumoral, combinando radioterapia, terapia radiodinâmica e imunoterapia. “As nanopartículas são combinadas com anticorpos para aliviar a tolerância ao tumor induzida pela terapia de combinação. A nanobomba é formada pela coordenação do háfnio metálico e polifenol e é embutida com atovaquona e sabutoclax para aliviar a hipóxia tumoral e acelerar a apoptose. O sabutoclax encapsulado em nanobomba não apenas acelera a activação de sinais apoptóticos, mas também reduz os níveis de glutationa no microambiente do tumor”, explicam os autores do estudo, que conclui que “as nanopartículas fenólicas metálicas têm amplas perspectivas na terapia precisa do cancro”.











