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      InícioSociedadeReunião Ministerial do Fórum teve como foco o combate à pandemia

      Reunião Ministerial do Fórum teve como foco o combate à pandemia

      Estava inicialmente agendada para o final de 2019, mas a Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum Para a Cooperação Económica e Comercial Entre a China e os Países de Língua Portuguesa só se realizou ontem. A cooperação entre os dez países integrantes do organismo com vista ao combate à pandemia foi o ponto focal de um evento que contou com discursos de Ho Iat Seng, Li Keqiang e António Costa, por exemplo.

       

      Realizou-se ontem a Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum Para a Cooperação Económica e Comercial Entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O encontro estava inicialmente marcado para o final de 2019, mas a pandemia adiou o evento até agora. Os dez países que fazem parte do organismo prometeram mais cooperação, nomeadamente no que toca ao combate à pandemia. A reunião foi realizada sob o tema: “Um mundo sem pandemia, um desenvolvimento comum”.

      Na cerimónia de abertura da reunião, Ho Iat Seng enalteceu a importância do Fórum de Macau, como “plataforma para o estabelecimento de laços de cooperação amigável e mutuamente vantajosa entre a China e os países de língua portuguesa”.

      “Os factos comprovam que o Fórum de Macau é um mecanismo de cooperação eficaz e uma boa plataforma de serviços, é não só uma ponte de cooperação mas também uma ponte de amizade que fortaleceu a cooperação económica e comercial, os intercâmbios culturais e a comunicação entre os povos da China e dos países de língua portuguesa e que elevou a influência internacional e estimulou o desenvolvimento de Macau”, afirmou o Chefe do Executivo. Ho Iat Seng disse mesmo que o Governo tem “cooperado activamente com o Fórum de Macau e promovido a obtenção de resultados frutíferos no intercâmbio e cooperação entre a China e os países de língua portuguesa”.

      O Chefe do Executivo lembrou que a pandemia continua a afectar o mundo, por isso, “esta reunião extraordinária reveste-se de oportunidade e significado para a promoção da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa na área da saúde, para a promoção conjunta da recuperação económica e para a elevação da coesão e da influência do Fórum de Macau”. “Estou convicto de que, unidos e de mãos dadas, venceremos a pandemia e que a sociedade e a economia recuperarão a normalidade”, afirmou.

      Por fim, Ho apontou que a “situação internacional é complexa e instável, mas a tendência de desenvolvimento pacífico e progresso da humanidade é imparável”. Assim, o Chefe do Executivo assegura que Macau vai continuar a “potenciar as suas vantagens”, tirando proveito das oportunidades do projecto ‘Uma Faixa, Uma Rota’, da Grande Baía e do seu papel de plataforma sino-lusófona, acelerando a sua integração no padrão de desenvolvimento de “dupla circulação” da China e reforçando o papel de ponte e plataforma, para promover o intercâmbio e a cooperação entre o interior da China, Macau e os países de língua portuguesa e a auxiliar e impulsionar a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, “em prol do desenvolvimento e progresso comum”, concluiu.

       

      LI KEQIANG ASSINALA AMIZADE E DEIXA PROPOSTAS PARA O FUTURO

       

      O primeiro-ministro da República Popular da China também discursou na cerimónia de abertura da reunião. Através de um vídeo, Li Keqiang salientou a amizade e parceria entre os dez países integrantes do Fórum de Macau. “A cooperação aprofunda-se a cada dia que passa”, afirmou o primeiro-ministro.

      No seu discurso, deixou alguns objectivos para o futuro. O primeiro dos quais, a paz mundial. Sem se referir à invasão russa da Ucrânia, Li Keqiang sublinhou: “Vamos defender a paz e estabilidade”. “Só a paz e a estabilidade nos beneficiam”, indicou, acrescentando que “a China sempre foi uma defensora da paz mundial e está disposta a trabalhar com os países para dar uma contribuição construtiva para a paz dos países”.

      O segundo objectivo apontado pelo responsável do Governo Central tem a ver com a pandemia. “Vamos reforçar a solidariedade e coordenação para vencer a pandemia”, afirmou, salientando que a China quer estreitar relações na área das vacinas e medicamentos, estabelecendo um centro de intercâmbio da prevenção epidémica China-países de língua portuguesa. Por fim, Li Keqiang pediu que se persista na abertura e cooperação com o exterior: “A China procura sempre uma abertura ao exterior”. “Macau é uma ponte que liga a China aos países de língua portuguesa”, disse, concluindo: “A nossa cooperação avançará a passos firmes e produzirá frutos”.

       

      ANTÓNIO COSTA PEDE QUE FÓRUM POTENCIE OPORTUNIDADES

       

      O primeiro-ministro português também discursou na cerimónia de abertura da reunião do Fórum de Macau. A partir de Lisboa, António Costa começou por apontar que “Macau é ponto de encontro entre vários mundos, não apenas entre o Ocidente e o Oriente, mas igualmente entre a China e o mundo de língua portuguesa”. Costa falou também do processo de transferência de soberania de Macau, cujo processo, disse, foi “exemplar” e “cujas bases acordadas interessa preservar”.

      O primeiro-ministro português lembrou as crises recentes, “desde a pandemia à invasão russa da Ucrânia”. “Isso eleva a nossa responsabilidade para trabalharmos em conjunto para garantir a paz, a estabilidade, o bem-estar social e económico”, referiu.

      Frisando a importância do debate do Fórum, Costa falou no “esforço na produção de vacinas e da sua distribuição a nível global”, ressalvando que “temos de fazer mais”. “Estou seguro de que o Fórum terá um papel a desempenhar nesse processo”, assinalou, sublinhando: “Temos de potenciar o nosso relacionamento e explorar as oportunidades que o mesmo nos pode trazer”.

      “Este fórum dispõe de instrumentos únicos para apoiar os países de língua portuguesa que deles necessitem para a sua recuperação económica, em particular, o fundo de cooperação. É uma ferramenta valiosa e a nossa expectativa é de que seja possível utilizá-lo de um modo mais consequente”, pediu, destacando, por fim, “a vontade do Fórum de Macau de apoiar a tradução e edição de autores lusófonos na República Popular da China”.

      O ministro do Comércio do Governo chinês também falou na cerimónia de abertura, começando por destacar o “papel fulcral” do Fórum de Macau, e notou que, nos 19 anos de existência do organismo, o volume de negócios entre os países aumentou quase em 20 vezes.

       

      Reunião marca entrada da Guiné Equatorial no Fórum

       

      A reunião de ontem também ficou marcada pela entrada da Guiné Equatorial no Fórum de Macau. A encarregada de negócios interina do país também discursou na reunião de ontem, lembrando que o país entrou para a comunidade de países de língua portuguesa em 2014 e, “por isso, é natural que faça parte de todos os fóruns de cooperação com presença de países lusófonos”. “É uma enorme honra sermos o 10.º país integrante do Fórum de Macau”, apontou, reiterando que a Guiné Equatorial quer “intensificar o papel positivo do Fórum como mecanismo de intercâmbio”.

       

      Estabelecido Centro de Intercâmbio da Prevenção Epidémica China-Países de Língua Portuguesa

       

      Os responsáveis do Fórum de Macau descerraram ontem a placa que assinala o estabelecimento de um Centro de Intercâmbio da Prevenção Epidémica China-Países de Língua Portuguesa. O centro é criado sob a tutela do Ministério do Comércio da China, do Secretariado para a Economia e Finanças e do Secretariado para os Assuntos Sociais e Cultura da RAEM. O novo órgão executivo é liderado pelo Secretariado Permanente do Fórum e pelo Gabinete de Saúde de Macau. O objectivo do centro é “desempenhar plenamente o papel de Macau como plataforma e apoiar os países de língua portuguesa na luta contra a pandemia, promovendo a cooperação na área da saúde pública entre a China e os países de língua portuguesa”.