Edição do dia

Sexta-feira, 24 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva fraca
25.8 ° C
25.9 °
25.4 °
94 %
4.1kmh
40 %
Qui
26 °
Sex
26 °
Sáb
26 °
Dom
28 °
Seg
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaJoe Biden adverte Xi Jinping para “consequências” de ajuda da China à...

      Joe Biden adverte Xi Jinping para “consequências” de ajuda da China à Rússia

      O Presidente norte-americano, Joe Biden, advertiu o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para as “implicações” e “consequências” para a China caso forneça “apoio material” à Rússia no “brutal” ataque deste país à Ucrânia, indicou a Casa Branca.

       

      A reunião por videoconferência entre os dois líderes, Joe Biden e Xi Jinping, a primeira que mantiveram desde Novembro passado, esteve centrada na invasão russa da Ucrânia e decorreu durante duas horas, segundo a nota oficial. Os dois dirigentes também assinalaram a sua vontade de “manter os canais de comunicação abertos”.

      Se por um lado Joe Biden não especificou as consequências para a China num eventual apoio à Rússia, por outro, o chefe de Estado norte-americano “detalhou” a Pequim as duras sanções económicas e financeiras já impostas pelo Ocidente ao regime de Vladimir Putin, salientou a Casa Branca. Um alto funcionário norte-americano realçou que Biden foi “franco e directo” com o homólogo chinês. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, salientou mais tarde que, doravante, o Ocidente vai observar “as acções” da China.

      A China reagiu mais rapidamente que os EUA após o final da conversa, referindo-se ao conflito na Ucrânia como “crise” e “situação”, sem nunca mencionar o termo “guerra”. “A crise ucraniana não é algo que queríamos ver” acontecer, referiu o chefe de Estado chinês, citado pela televisão chinesa.

      Xi Jinping apelou também ao homólogo norte-americano para juntos “trabalharem pela paz e tranquilidade do mundo”, segundo a mesma fonte. Os Estados Unidos foram claros a instar a China a distanciar-se da Rússia, mas do lado de Pequim mantêm-se uma certa ambiguidade.

      O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês divulgou ainda, no final da ligação entre os chefes de estado, que a China pediu aos EUA e NATO para manterem “um diálogo com a Rússia” sobre “as preocupações de Moscovo e Kiev”.

      Este é um tema importante para Putin, que justifica a invasão da Ucrânia com a necessidade de proteger o seu país contra os desejos expansionistas da aliança militar ocidental.

       

      Kiev apela a Pequim para “condenar barbárie russa” após novos ataques

       

      Ucrânia apelou sábado à China para que “condene a barbárie russa”, após novos ataques, inclusive com um novo míssil hipersónico anunciado pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que fez dezenas de mortos. Os ataques aéreos russos sucederam-se, novamente, a um ritmo acelerado durante o dia em Mykolaiv, uma cidade no sul da Ucrânia onde dezenas de soldados foram mortos na sexta-feira num ataque contra um quartel do exército, segundo o governador local Vitaliy Kim, através das redes sociais.

      De acordo com a agência France-Presse, Vitaliy Kim não avançou detalhes sobre a extensão dos danos ou o número de eventuais vítimas

      No oeste do país, o ministro russo da Defesa afirmou ter utilizado novos mísseis hipersónicos “Kinjal”, vangloriados por Vladimir Putin, para destruir um depósito de armas subterrâneo. “A Ucrânia, infelizmente, tornou-se um campo de testes para todo o arsenal de mísseis russos”, afirmou o porta-voz da Força Aérea ucraniana, Iouri Ignat, em declarações ao ‘site’ Ukraïnska Pravda.

      Num vídeo divulgado na rede social Facebook, o governador Vitaliy Kim disse que os russos “realizaram covardes ataques com mísseis contra soldados adormecidos”, acrescentando que ainda está em curso uma operação de resgate, após a destruição de um quartel militar em Mykolaiv.

       

      Boris Johnson incita a China a condenar a invasão russa

       

      O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu ontem à China para se posicionar e condenar a invasão russa à Ucrânia, avançou a agência France-Presse (AFP). Em entrevista ao The Sunday Times, Boris Johnson apelou à China, aliada estratégica de Moscovo, e a outros países, que não se posicionaram, para se juntarem aos países ocidentais na condenação à invasão russa. “À medida que o tempo passa e o número de atrocidades russas aumenta acho que se torna cada vez mais difícil e politicamente inconveniente para as pessoas, activa ou passivamente, tolerar a invasão de Putin”, disse o líder britânico.

      Na sua opinião, os países que não querem decidir estão agora confrontados com “dilemas consideráveis”. “Acho que em Pequim começam a surgir dúvidas”, afirmou.

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau