Edição do dia

Terça-feira, 21 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nevoeiro
25.6 ° C
25.9 °
24.8 °
89 %
4.1kmh
40 %
Ter
26 °
Qua
25 °
Qui
25 °
Sex
26 °
Sáb
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioGrande ChinaSessão anual do PCC deve focar-se no abrandamento económico

      Sessão anual do PCC deve focar-se no abrandamento económico

      O Partido Comunista Chinês (PCC) deve focar-se nos actuais desafios económicos e políticos, durante a sessão anual do órgão legislativo da China, que arranca no sábado, afastando temporariamente a discussão sobre ambições de longo prazo. A Assembleia Popular Nacional (APN), que serve tradicionalmente para apresentar grandes iniciativas, deve ser ofuscada este ano pela urgência de Pequim em reanimar o consumo interno e o mercado imobiliário, numa altura de abrandamento económico. A sessão anual da APN decorre em paralelo com a da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CPCPC). Espera-se que os principais delegados da APN estabeleçam a meta de crescimento económico para este ano entre 5% e 6%, após uma expansão de 8,1% em 2021. O défice do orçamento de Estado deve permanecer em cerca de 3% do PIB.

      O sector manufactureiro foi prejudicado por escassez de energia, queda na procura externa e os rigorosos controlos contra a covid-19, que continuam a resultar no confinamento de bairros ou cidades inteiras do país. Redução da carga fiscal, gastos com infraestrutura e outras medidas de estímulo também devem ser divulgados, somando-se aos cortes nas taxas de juros, que o banco central anunciou já, numa tentativa de reverter a desaceleração económica. “A preocupação para a China não é apenas que o crescimento esteja numa tendência de queda, mas que o impulso do crescimento continue a vacilar”, apontou o banco francês BNP Paribas, num relatório difundido esta semana.

      A sessão da APN coincide também com a invasão da Ucrânia pela Rússia, que aumentou os preços do petróleo e a incerteza sobre uma recuperação global da pandemia de coronavírus. A APN antecede também o mais importante evento da agenda política da China: o XX Congresso do PCC, que se realiza em outubro e deve oficializar o terceiro mandato do Presidente Xi Jinping. Alguns analistas esperam mais cortes nas taxas de juros e que o índice de reservas dos bancos seja reduzido em 0,5% no primeiro semestre do ano. O Governo Central anunciou um plano para construir mais de dois milhões de imóveis de uso subsidiado este ano, após ter exigido às construtoras que reduzam os seus níveis de endividamento, visando contrariar a especulação imobiliária. Isto levou alguns dos principais grupos de imobiliário do país a entrar em incumprimento. Outra prioridade importante é a demografia. É provável que os legisladores se concentrem nos esforços para incentivar os casais a terem mais filhos, visando reverter o declínio da taxa de natalidade.

      Na política externa, Pequim está sob crescente pressão para estabelecer uma posição sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, depois de uma resposta inicial ambígua, que motivou críticas da comunidade internacional. A China disse que a soberania e a integridade territorial de todas as nações devem ser respeitadas, um princípio de longa data da política externa chinesa e que pressupõe uma postura contra qualquer invasão. Ao mesmo tempo opôs-se às sanções impostas contra a Rússia e apontou a expansão da NATO para o leste da Europa como a raiz do problema.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau