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      Estratégia de marketing “sofisticada” é precisa para se sobressair da concorrência “feroz”, diz relatório da PwC

      Segundo um estudo publicado pela PwC China, as actividades comerciais no âmbito da Área da Grande Baía não foram impedidas perante a ameaça da crise de saúde pública causada pela Covid-19. Uma série de medidas preferenciais lançadas reforçaram a atractividade e potencialidade da iniciativa nacional para cidades portuárias no Sul da China. No entanto, especialistas sublinharam que os novos intervenientes no mercado necessitam de ter estratégias de marketing mais flexíveis e inovadoras para se diferenciarem dos projectos de existência maduramente estabelecidos.

       

      A PricewaterhouseCoopers (PwC) China publicou ontem um novo relatório intitulado “Financial Services in the Greater Bay Area: The GBA takes shape”. Segundo informações dadas numa sessão de apresentação realizada pela empresa de consultoria e auditoria, o inquérito foi conduzido com base nas entrevistas aprofundadas com clientes da PwC em toda a gama de serviços financeiros, bem como as perspectivas de reguladores, entidades comerciais e académicos, com o intuito de avaliar o progresso rumo ao objectivo da Área da Grande Baía. Os entrevistados relataram que as actividades empresariais ainda têm sido viáveis, apesar da epidemia causada pelo Covid-19, e que uma série de novas iniciativas lançadas sublinharam o potencial da Grande Baía. No entanto, ainda existem vários desafios, incluindo a busca pelo talento e a necessidade de marcar a presença de marca nos consumidores da Grande Baía, confessou a firma de auditoria pertencente ao grupo ‘Big Four’.

      As questões levantadas pelos entrevistados que participaram no inquérito tocaram diferentes vertentes, inclusivamente o círculo da vida, a digitalização acelerada, a diferenciação no mercado, o Projecto de Gestão Financeira Transfronteiriça da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau (Wealth Management Connect) e reformas futuras, o quadro técnico-profissional e a Grande Baía mais ecológica (“The Greener Bay Area”).

      Para os inqueridos, a Área da Grande Baía, em vez de ser um banco de ensaio para reformas a nível nacional da China, é considerada como um futuro de integração mais ampla e profunda. Muitos defenderam que o trabalho à distância e a interacção digital têm garantido que os negócios se mantêm em funcionamento durante a crise de saúde pública. O resultado da investigação veio sublinhar a necessidade dos investimentos adequados dos intervenientes no mercado no âmbito dos seus serviços digitais. À PwC, os entrevistados também alertam que, como os novos serviços digitais estão a aumentar a um ritmo acelerado, novos intervenientes no mercado da Grande Baía precisam de estratégias de marketing mais flexíveis e inovadoras para que se destaquem dos operadores estabelecidos.

      No que toca ao Projecto de Gestão Financeira Transfronteiriça da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau (Wealth Management Connect), muitos clientes afirmaram que estão ansiosos para ver o lançamento da segunda fase do projecto. Os inqueridos sublinharam que a competição pelo talento nunca foi tão feroz, os quadros técnico-profissionais com competências, tanto tradicionais como novas, estão em alta procura. Os entrevistados ainda destacaram que cada vez mais investidores se mostram preocupados com assuntos ambientais, sociais e de governança empresarial (Environmental, Social and Corporate Governance, ou “ESC”), o que poderia ser uma boa oportunidade de desenvolver negócios através da educação dos investidores, assim servindo como uma forma para os novos participantes construírem a consciência e diferenciação das suas marcas.

      “Para todos os nossos entrevistados, a Área da Grande Baía já não é uma visão mas sim uma realidade”, disse James Chang, sócio-gerente para o sector económico e financeiro regional da PwC China. “Está a ganhar forma física em locais como Qianhai e Hengqin, mas está também a ser definida por uma vasta gama de iniciativas políticas, desde a Wealth Management Connect ao reconhecimento mútuo de qualificações profissionais. A Grande Baía apresenta uma série de novas oportunidades, bem como desafios, para os participantes no mercado”.

      O Projecto de Gestão Financeira Transfronteiriça da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau (Wealth Management Connect), que foi lançado no final do ano passado, tem sido um dos indicadores tangíveis de como os serviços financeiros se poderiam desenvolver na Grande Baía. Ao contrário de outro projecto existente, como Shanghai-Hong Stock Connect, Wealth Management Connect, é entre instituições bancárias, em vez de entre bolsas de valores. Também é exclusivamente para a Grande Baía, definindo como é que é um “investidor qualificado” na Grande Baía. Os participantes no mercado entrevistados no relatório acreditam que isto estabelece os fundamentos para o desenvolvimento dos mercados financeiros da Grande Baía no futuro.

      Monica Ng, sócia para auditoria e serviços financeiros de Macau disse que “as instituições sediadas em Hong Kong e em Macau estão claramente interessadas em entrar num mercado que é mais do que dez vezes maior.” No entanto, “precisarão da estratégia de marketing correcta para se distinguirem de empresas bem estabelecidas. A educação inovadora dos investidores poderia ser uma forma para conseguir a diferenciação”, referiu a sócia-gerente de Macau.

      Uma série de outros desenvolvimentos foram citados pelos entrevistados, tais como o Commercial Data Interchange (CDI) lançado pela Autoridade Monetária de Hong Kong, que visa promover a compartilha dos dados para facilitar as instituições financeiras aquando da concessão de empréstimos a PMEs. Isto tem o potencial de impulsionar significativamente as actividades empresariais na Grande Baía, realçou especialista.

      O aumento vívido na utilização de serviços digitais durante os tempos epidémicos salientou a medida em que os participantes no mercado precisam de investir nas suas plataformas digitais. Os clientes chineses do Continente têm grandes expectativas e estão familiarizados com plataformas digitais, portanto, para assegurar que não haja grande diferença na experiência do utilizador, a construção de uma plataforma digital madura vai ser um “investimento inevitável” para as instituições de Hong Kong e de Macau que participam no mercado, observou um entrevistado.

      “Além de satisfazer a crescente procura do mercado e responder ao impacto da epidemia, as instituições financeiras também precisam de encontrar pessoas competentes e certas para desenvolver estes serviços digitais”, frisou Michael Qiu, sócio para o serviço de controlo de risco da PwC China. “Promover a maior mobilidade de talentos e o reconhecimento mútuo das qualificações profissionais podem responder a este desafio. Num desenvolvimento diversificado da Área da Grande Baía, os participantes no mercado precisam das estratégias sofisticadas para terem sucesso,” assinalou o profissional financeiro.

      A PwC é uma rede de firmas independentes e uma das maiores multinacionais de consultoria e auditoria do mundo, que estão presentes em 156 territórios. A firma faz parte do selecto grupo apelidado de ‘Big Four’ de empresas de consultoria e auditoria. A PwC China trabalha em conjunto com três jurisdições, nomeadamente interior da China, Hong Kong e Macau, numa base de colaboração, sujeitas às legislações locais aplicáveis, possuindo mais de 800 sócios e mais de 20.000 colaboradores profissionais.

       

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