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      Pequim2022: Atletas procuram lugar na história e destacar plano desportivo dos Jogos

      Os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 arrancam hoje com o plano desportivo ainda ‘tapado’ por questões de política internacional, mas com vários atletas à procura de fazer história na capital chinesa.

       

      Do tricampeão Shaun White e a ‘sensação’ Mikaela Shiffrin, dos Estados Unidos, a vários noruegueses que querem colocar o país nórdico no primeiro lugar do medalheiro, passando por heróis ‘da casa’, Pequim2022 procura reafirmar o domínio ao longo da época, nas Taças do Mundo das várias especialidades, ou mostrar ao mundo novos talentos na neve ou no gelo.

      A XXIV edição dos Jogos Olímpicos de Inverno leva o movimento olímpico de volta à capital chinesa, que tinha acolhido os Jogos de Verão em 2008, e não terá o frio extremo que se registou em PyengChang2018, alertaram os meteorologistas, mesmo que as temperaturas não se possam necessariamente esperar altas. A competição, com 109 eventos totais entre 15 disciplinas de sete desportos diferentes, reunirá 2.871 atletas, ou perto disso, com 1.581 homens esperados e 1.290 atletas femininas.

      Com 91 nações presentes, incluindo as estreantes Arábia Saudita e Haiti, a competição vai dividir-se entre três áreas principais: além de Pequim, as cidades de Yanqing e Zhangjiakou recebem provas.

      Esta edição terá sete novos eventos que atribuem medalhas, com a introdução de várias categorias também no feminino e a chegada do ‘big air’ e várias competições mistas. A excepção é o combinado nórdico, a única que ainda é apenas disputada por homens no palco olímpico.

      Depois de fazer história em PyeongChang2018, ao ser a primeira campeã olímpica de dois desportos diferentes numa mesma edição dos Jogos, a checa Ester Ledecka volta para a sua ‘especialidade’, o snowboard, mas também no esqui alpino.

      Longe do seu melhor nível, não deixa de ser uma das principais figuras no snowboard, dividido em várias provas e outros nomes de destaque, como a norte-americana Chloe Kim, campeã olímpica há quatro anos, com apenas 17 anos, no ‘half pipe’, a austríaca Anna Gasser, conhecida pelos ‘perfeitos’ 100 pontos nos Mundiais de 2017, ou a heroína da casa, a chinesa Liu Jiayu.

      Nesta modalidade, é inevitável falar de Shaun White, dado que o atleta dos Estados Unidos é talvez a maior celebridade em prova, e tricampeão olímpico de ‘half pipe’, em 2006, 2010 e 2018. Aos 35 anos, o atleta mais velho quer ampliar a sua própria lenda, que já conta com 13 vitórias nos X Games de inverno, além de trocar a prancha pelo skate para ganhar várias medalhas também nos de verão.

      Entre os fundistas, o norueguês Johannes Hösflo Kläbo chega a Pequim2022 depois de três outros olímpicos na Coreia do Sul e inúmeros títulos mundiais, e aos 25 anos parece ser o principal nome de uma Noruega à procura de renovar o primeiro lugar no medalheiro final.

      Nos saltos, o japonês Ryoyu Kobayashi deverá ser uma das grandes figuras, ao lado do polaco Kamil Stoch, tricampeão olímpico, e do alemão Karl Geiger, embora o nipónico seja considerado o favorito depois de em 2018 não ter somado qualquer pódio.

      A norte-americana Mikaela Shiffrin é outro dos nomes que pode sair de Pequim2022 com múltiplas medalhas, somando mais louros a um palmarés já de si histórico no esqui alpino. Há quatro anos, conquistou ouro no slalom gigante e prata no slalom e no combinado, e em 2021 somou quatro medalhas nos Mundiais, numa carreira em que já conseguiu vencer nas seis disciplinas da Taça do Mundo de esqui alpino.

      Aos 26 anos, terá na eslovaca Petra Vlhova uma das principais rivais e procura acrescentar pelo menos uma quinta medalha (em Sochi2014, aos 18 anos, foi a mais jovem campeã olímpica de slalom de sempre), enquanto o companheiro, o norueguês Aleksander Aamodt Kilde, é outra das figuras de proa do esqui alpino.

      No biatlo, Johannes Bo procura pelo menos mais três medalhas olímpicas, enquanto a chinesa Ailing Gu, de 18 anos, poderá ser uma das novas ‘sensações’ dos desportos de inverno, no esqui ‘freestyle’, modalidade em que o canadiano Mikaël Kingsbury defende um ouro ganho há quatro anos.

      Na patinagem no gelo, o japonês Hanyu Yuzuru procura um terceiro ouro olímpico consecutivo, depois de Sochi2014 e Pyeongchang2018, quando foi o primeiro desde Dick Button (1948 e 1952) a conseguir ouros sucessivos na artística. Esta é outra das habituais disciplinas de maior interesse, e na qual se espera que as russas Kamila Valieva e Anna Shcherbakova, os chineses Sui Wenjing e Han Cong e o norte-americano Nathan Chen possam ‘brilhar’.

      No hóquei do gelo, e apesar das ‘estrelas’ da NHL estarem presentes, são os russos os favoritos, seguidos dos Estados Unidos e do Canadá, não descontando outras nações europeias, dos finlandeses aos suecos.

      Os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 realizam-se de hoje até 20 de Fevereiro, com a participação de quase 2.900 atletas. Lusa

       

      CAIXA 1

       

      António Guterres vai assistir à cerimónia de abertura dos Jogos

       

      O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, vai estar hoje em Pequim para assistar à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, afectada por um boicote diplomático de vários países. Segundo explicou o porta-voz do secretário-geral, Farhan Haq, Guterres “considera os Jogos Olímpicos uma importante expressão de união, respeito mútuo e cooperação entre diferentes culturas, religiões e etnias”. Segundo Haq, a necessidade de “respeito pleno pelos direitos humanos” sempre foi frisada pelo máximo representante da ONU, que tem como tradição fazer-se representar na abertura de cada edição dos Jogos. O português, de resto, quebrou-a no verão de 2021, ao não marcar presença na abertura dos Jogos de Tóquio2020, estes afetados devido à pandemia de covid-19, pelo que o secretário-geral tem comparecido, aclarou o representante na ONU, nas edições “possíveis”. Questionado pelos jornalistas, o porta-voz não confirmou se António Guterres pretendia discutir o desrespeito pelos direitos humanos na China com governantes em Pequim.

       

      CAIXA 2:

       

      COI deseja certame de Inverno “politicamente neutro”

       

      O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, desejou ontem que os Jogos olímpicos de Inverno Pequim2022 sejam disputados “apesar de todas as diferenças políticas”, sem se tornarem numa “ferramenta” para outros objectivos. O dirigente discursava na abertura da 139.ª sessão do COI, precisamente na capital chinesa. Estados Unidos, Reino Unido e outros países ocidentais, incluindo Portugal, decretaram o boicote diplomático a Pequim2022 para combater o alegado desrespeito pelos direitos humanos na China. “O desporto, por si só, não consegue fomentar a paz”, reconheceu Bach, sublinhando que “as palavras e os símbolos” são “importantes” para demonstrar “como pode ser o Mundo se todos respeitarem as mesmas regras e os outros”.

       

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      Redacção do Ponto Final Macau